O presidente do SINDCOP, Gilson Pimentel Barreto pediu a suspensão das visitas das detentas, pelo período de um mês, no raio da unidade prisional feminina de Tupi Paulista, onde cinco servidoras penitenciárias foram violentamente agredidas, no último sábado (14/10).
O pedido foi feito num ofício encaminhado a Coordenadoria das Unidades Prisionais da Região Oeste (Presidente Venceslau).
O SINDCOP repudiou a violência sofrida pelas cinco servidoras. Elas foram agredidas, por uma detenta que usou um estilete improvisado, feito com uma gilete e um palito de sorvete.
Segundo o presidente, assim que tomaram conhecimento dos fatos os diretores do SINDCOP entraram em contato com unidade e colocaram o departamento jurídico da entidade a disposição das servidoras.
Gilson Barreto classificou a violência como atentado e lesão corporal dolosa, conforme previsto no artigo 129 do Código Penal. Além da suspensão das visitas, o SINDCOP pede que seja feita a readequação da população carcerária da unidade e que, a sentenciada que agrediu as servidoras, seja incluída no Regime Disciplinar Diferenciado.
Segundo o ofício, os fatos são graves, pois indicam que apesar de ter sido praticado por apenas uma sentenciada, demonstra o clima de tensão na unidade prisional e o risco a qual estão submetidas todas as demais servidoras.
O presidente lembra, no documento, que tem feito constantes reclamações sobre o excesso de presos nas unidades prisionais, fato que coloca em risco a integridade física dos funcionários. Porém, nenhuma providência tem sido tomada pela SAP (Secretaria da Administração Penitenciária).
No documento, que já foi protocolizado na coordenadoria, o SINDCOP solicita o agendamento de uma reunião na coordenadoria para discutir melhor o problema.
Segundo o presidente, a entidade está a disposição das servidoras para qualquer providência jurídica que possa vir a ser tomada para a defesa de seus direitos. (Assessoria de Imprensa do SINDCOP)
