O empresário William Wesley Lelis Vieira, que arrastou uma vendedora de balões ao tentar fugir sem pagar, no último sábado (15), disse à Polícia Civil do Distrito Federal “que não percebeu que estava arrastando a idosa”. Em depoimento prestado ontem, terça-feira (18), Vieira admitiu que estava dirigindo a Mercedes-Benz avaliada em R$ 220 mil.
Ele afirmou que “só tinha R$ 25, por isso fechou o vidro”, disse o delegado Paulo Henrique de Almeida, que investiga o crime. A mulher que estava no banco do carona havia pegado três balões, que custariam R$ 30. Ele disse que “fez uma brincadeira” ao fechar o vidro e arrancar o carro sem pagar pelos balões, afirmou o delegado.
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A vendedora de balões Marina Izidoro de Morais ficou com diversos hematomas pelo corpo após ser arrastada por carro no Distrito Federal — Foto: TV Globo/Reprodução
Marina Izidoro de Morais machucou o rosto, as pernas e os braços. Ela foi socorrida por pessoas que passavam pelo local e levada para o hospital. O motorista disse que quando notou que “o carro estava muito pesado”, abriu o vidro e soltou os balões.
De acordo com o que disseram à polícia, o casal pretendia “seguir por uns 100 metros com os balões”. Segundo a mulher, nenhum dos dois percebeu que a vendedora havia sido arrastada. A amiga teria dito “nossa, os balões estão pesados” – e soltou os balões, afirmou o delegado.
O crime
Na segunda-feira (17), o delegado Paulo Henrique Almeida informou que o motorista poderia ser enquadrado em até três tipos de crime:
- Lesão corporal de trânsito
- Lesão corporal com a intenção de praticar um crime
- Tentativa de homicídio
Segundo o responsável pela 12ª Delegacia de Polícia, a mulher que estava no carro com Willian Wesley Lelis Vieira responderia como co-autora. Hoje, terça, Almeida disse que “ainda é cedo para saber qual crime ele [o motorista] se encaixa”.
O carro de Vieira foi levado para a Delegacia de Polícia Especializada (DPE), para perícia e o casal liberado após prestar depoimento. O advogado Leonaldo Correia de Brito, que defende o casal, informou que os clientes não se apresentaram antes porque estavam “apreensivos por conta da repercussão do caso”. “Não foi questão de demorar, ele sempre se dispôs a comparecer e colaborar com a Justiça. Agora é com o delegado.” G1
