A Justiça do Distrito Federal decidiu manter preso, por tempo indeterminado, o militar da reserva da Aeronáutica, Juenil Bonfim de Queiroz, de 56 anos. Ele foi detido, em flagrante, na noite de ontem, quarta-feira (12), depois de matar a mulher e um ex-vizinho, na região do Cruzeiro.
Os dois foram assassinados a tiros, no prédio onde o militar é síndico. A determinação de transformar a prisão em preventiva foi dada pela juíza Maria Cecília Batista Campos, durante audiência de custódia realizada na tarde de hoje, quinta-feira (13).
Juenil disse que atirou na esposa e no ex-vizinho, por ciúmes. O militar suspeitava que os dois tivessem um caso, no entanto, o homem mantinha um relacionamento homoafetivo há mais de cinco anos e o companheiro dele presenciou a morte das vítimas.
Francisco estava no prédio com o companheiro, visitando amigas. Os dois moraram no local durante dois anos e se mudaram há 10 meses. Francisca conhecia o casal.
Segundo depoimento à polícia, Juenil chamou Francisco “para conversar sobre a situação”, ou seja, sobre o suposto relacionamento dele com sua esposa, Francisca. No apartamento da família, o sargento da reserva atirou na mulher – com quem era casado há 32 anos – e no ex-vizinho.
“Ao indagar os dois sobre a traição, eles negaram. Juenil disse que, nesse momento, se descontrolou, pegou o revólver e atirou. Primeiro contra Francisco e depois contra a mulher”, diz o boletim de ocorrência./i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/G/W/yb61V2QfS6ug3tltGzXQ/whatsapp-image-2019-06-13-at-06.16.10.jpeg)
Juenil Bonfim de Queiroz, de 56 anos, foi preso em flagrante — Foto: Arquivo pessoal
Elevada periculosidade e frieza
Até a publicação desta reportagem, o militar permanecia preso na Ala 1 do Comando da Aeronáutica, em Brasília. Na ata da audiência de custódia, a juíza Maria Cecília Batista Campos destaca que o crime “revela a elevada periculosidade do autuado”.
Depois disso, conforme a ocorrência, o militar saiu do apartamento e foi para a área comum do prédio, onde permaneceu até a chegada da polícia. A atitude, segundo a juíza, “demonstra notória frieza”.
Prisão em flagrante
Juenil Bonfim de Queiroz foi preso em flagrante, minutos após o crime. De acordo com a ocorrência, ele aguardou a chegada da Polícia Militar do DF que foi chamada por vizinhos e pelo companheiro de Francisco.
Na delegacia, o militar da reserva confessou o crime e disse que atirou contra a própria mulher e o ex-vizinho porque “os dois teriam um caso”. Ele disse ainda que a arma usada é registrada. O caso é investigado como homicídio, feminicídio e crime relacionado à Lei Maria da Penha. G1
