foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)Após o Produto Interno Bruto (PIB) do país registrar queda de 0,2% nos três primeiros meses do ano, frente ao último trimestre de 2018, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que, como a reforma da Previdência e outras medidas estruturais ainda não foram concretizadas, a atividade econômica tem ritmo lento de recuperação. As declarações foram dadas na manhã de hoje, quinta-feira (30/5) na sede da pasta, em Brasília.
“Como está demorando a implementação das reformas, as previsões foram revistas para baixo”, admitiu o ministro. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 6, que trata sobre a “Nova Previdência”, foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas ainda precisa passar pela Comissão Especial e plenário da Câmara, antes de ir para o Senado.
O governo demonstrou pouca articulação para defender a proposta que é prioritária para a economia. Guedes destacou, porém, que a retração não é novidade. “Nós sempre dissemos que a economia brasileira está estagnada. O modelo intervencionista derrubou a taxa de crescimento do Brasil.
Nossa média de crescimento é de 0,6% nos últimos oito anos. Ou seja, o país estagnado à espera das reformas, exatamente o que nós passamos a manhã conversando com o partido Novo.
Projeção
O ministro ressaltou que a projeção atual do governo federal de crescimento de 1,6% da economia brasileira em 2019 já contava com uma estagnação do PIB no primeiro semestre. “Nós estamos confiantes que a retomada vem aí.
As pessoas têm que entender que nós precisamos fazer as reformas exatamente para retomar o crescimento. A Previdência é a primeira delas, que garante as aposentadorias e ao mesmo tempo vai criar um estímulo para a formação de o poupança no Brasil e vai dar um horizonte fiscal de 15, 20 anos de estabilidade”, disse.
Para ele, os investimentos privados serão retomados com a concretização da medida. Mas, além disso, Guedes disse que é preciso fazer uma reforma tributária, um choque da energia barata e um pacto federativo que descentraliza recursos aos estados e municípios.
“Os investimentos de fora vão começar a entrar a medida que o Brasil implemente as reformas. Estamos absolutamente seguros que, fazendo essas reformas estruturais, o país vai retomar o crescimento sustentável”, defendeu. O Brasil deveria estar crescendo 2% ou 3% ao ano, segundo o chefe da equipe econômica, mas a “economia colapsou”. “Isso faz parte do nosso diagnóstico de campanha”, afirmou. “Houve um otimismo.
Todo mundo achou que a economia já fosse crescer 2% ou 3% nesse primeiro ano pela potência da plataforma liberal, de redução e simplificação de impostos, estímulos ao crescimento, baixar os juros e botar energia barata aumentando a competição. Esse sonho do crescimento está ao alcance da nossa mão. Basta implementarmos a reforma”, argumentou Guedes. Correio Braziliense
