Thompson Flores substitui o desembargador Victor Laus, que foi eleito para a presidência do Tribunal. A troca vale a partir do dia 27 de junho.
O novo componente da 8ª Turma foi responsável por ter a palavra final e manter Lula na prisão durante o episódio do prende e solta em 8 de julho do ano passado.
Na ocasião, Thompson Flores deu um ponto final à batalha de despachos do desembargador plantonista daquele domingo, Rogério Favreto, e o relator das ações da Lava Jato na Turma, João Pedro Gebran Neto, sobre um recurso que pedia a soltura de Lula.
Em janeiro do ano passado, os desembargadores confirmaram a sentença do então juiz federal Sergio Moro. A decisão da Turma permitiu que Lula fosse preso. Desde abril de 2018, Lula está preso na Superintendência da PF (Polícia Federal) em Curitiba.
Lula já teve polêmicas com Thompson Flores. Antes do julgamento da 8ª Turma sobre o tríplex, ele disse que um bisavô do presidente do TRF-4 era general e havia matado Antônio Conselheiro em Canudos.
Na verdade, o militar Thomaz Thompson Flores era coronel e tio trisavô do desembargador, e não matou Conselheiro, segundo reportagem da BBC.
Julgamento do sítio
O processo do sítio chegou à 8ª Turma em 15 de maio. Quando for julgado, Thompson Flores já estará em sua composição. Na primeira instância, a juíza federal substituta Gabriela Hardt condenou Lula a mais de 12 anos de prisão.
A ação do tríplex levou cinco meses para ser julgada pelos três desembargadores da Turma. A condenação de Lula foi confirmada por unanimidade. O petista ainda teve sua pena ampliada, o que foi alterado pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) no mês passado.
A chegada do presidente do TRF-4 é a única alteração na Turma, que continuará composta por Gebran Neto, relator das ações, e Leandro Paulsen, presidente do grupo.

O desembargador federal Carlos Eduardo Thompson Flores LenzImagem: Sylvio Sirangelo/TRF4