Tal qual 2016, percebe-se que a sucessão municipal em Bauru desenha-se para uma disputa entre os cascudos, com os titulares preferindo se poupar pelo menos por enquanto, talvez como reflexo da grande crise institucional instalada no Planalto Central.
Lá, o cidadão eleito para governar o país, confessa publicamente que não nasceu para ser presidente e toda esta turbulência política, acaba por prejudicar a montagem do tabuleiro da sucessão aqui na cidade, com analistas entendendo que o prefeito perdeu uma grande chance de ampliar seu leque de apoios visando a reeleição, ao substituir secretários e presidente do DAE por pessoas do mesmo segmento dos anteriores, Gazzetta deixou escapar a chance de se recuperar popularmente, considerando que levantamentos (não oficiais) apontam índice de rejeição para seu governo.
Ante esta rejeição, difícil de ser revertida em pouco mais de um ano, nomes começam a despontar para disputar a Prefeitura de Bauru. Ainda sem partido definido, o ex-prefeito Antonio Izzo Filho, lustra as chuteiras para entrar em campo. Outro nome que se movimenta com intensidade é o médico Raul Gonçalves que busca ampliar o leque de apoios além de Edu Avallone, outro possível pré-candidato.
O PSL, do presidente Jair Bolsonaro, tem se movimento na terrinha para atrair novas filiações e por consequência também disputar a prefeitura. Há quem diga que o ex-vereador Raul Gonçalves é o objeto de consumo dos aliados do atual mandatário do País.
Além de Izzo, Raul e Gazzeta, outros nomes são comentados nos bastidores, como o vereador José Roberto Segalla, presidente da Câmara Municipal; vereador Fabio Manfrinato, muito bem votado nas últimas eleições parlamentares, correndo por fora os nomes do vereador pedetista Sandro Bussola e dos vereadores do PPS, Roger Barude e Miltinho Sardim
Ora, existem nomes na cidade, tanto na política como fora dela, que poderiam perfeitamente disputar as eleições de 2020, dando um novo colorido para a competição e principalmente resgatando a expectativa dos bauruense para um futuro melhor.
Entretanto, a disposição das pessoas que poderiam construir novos sonhos é remota e novos nomes como do professor Carlos D’Incão, encontram serias resistências em seus segmentos. Resta acompanhar as movimentações das peças no tabuleiro, orando com fervor, na esperança que surja um nome, efetivamente comprometido com os interesses populares.
Antonio Pedroso Junior, o Chinelo
