No dia “D” da oposição ao regime Nicolás Maduro para recebimento de doações de alimentos e medicamentos do exterior, centenas de venezuelanos protestam hoje, sábado (23) nas regiões de fronteira com Brasil e Colômbia.
Os manifestantes reivindicam que o governo de Caracas autorize o ingresso de caminhões com ajuda humanitária para atender cidadãos venezuelanos afetados pela crise econômica e política do país sul-americano.Os protestos ocorrem após o fechamento das fronteiras da Venezuela com Brasil e Colômbia por ordem do presidente Nicolás Maduro.
Na área de fronteira com a Colômbia, houve conflito entre manifestantes e integrantes das forças de segurança venezuelanas. Em meio ao protesto, venezuelanos atiraram pedras contra os policiais, que revidaram com gás lacrimogêneo. Ônibus e roupas foram queimados nos protestos.
Treze pessoas ficaram feridas. De acordo com a agência Reuters, três soldados venezuelanos desertaram dos postos na fronteira.

Juan Guaidó completou um mês como presidente interino autoproclamado. Assista à reportagem do Jornal Hoje
Autoproclamado presidente interino da Venezuela, o líder oposicionista Juan Guaidó partiu do município colombiano de Cúcuta, no final da manhã deste sábado, em um comboio com mantimentos e remédiosem direção a Ureña, município venezuelano que fica na fronteira com a Colômbia. Guaidó pretente furar o bloqueio das forças de segurança do regime Maduro.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/o/Z/gvWUdIQ6mqzslLNIBFlg/2019-02-23t162017z-1883299365-rc1f5173e7b0-rtrmadp-3-venezuela-politics.jpg)
Juan Guaidó acompanha um dos caminhões que partiu neste sábado da Colômbia em direção à Venezuela transportando ajuda humanitária — Foto: REUTERS/Marco Bello
Em um pronunciamento em Cúcuta, o líder da oposição, que se declarou presidente há um mês, exigiu que o governo venezuelano autorize o ingresso no país das doações estrangeiras.
Em Roraima, o chanceler brasileiro Ernesto Araújo fez um apelo neste sábado para que as forças de segurança da Venezuela abram as fronteiras com o Brasil para permitir o ingresso de caminhões com alimentos e medicamentos doados pelos governos brasileiro e norte-americano para cidadãos venezuelanos. O presidente da Colômbia, Iván Duque, também defendeu neste sábado que Caracas aceite ajuda externa.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/V/S/CaEsICTfGlcABn19CGBw/whatsapp-image-2019-02-23-at-12.05.50.jpeg)
Manifestantes fazem protesto em Pacaraima, fronteira do Brasil com a Venezuela — Foto: Alan Chaves/G1 RR
Caminhões com doações
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/Y/g/uEuplzTMStBT6OIZacgg/caminhoes.jpeg)
Em Pacaraima, caminhões com doações de alimentos e remédios são guarnecidos por manifestantes venezuelanos na fronteira com a Venezuela — Foto: Alan Chaves/ G1 RR
Dois caminhões com ajuda humanitária brasileira e norte-americana chegaram a Pacaraima neste sábado vindos de Boa Vista. Os veículos de carga ficaram estacionados na linha de fronteira do lado venezuelano, a poucos metros do território brasileiro, distantes da barreira militar imposta pelo regime de Maduro para impedir a circulação entre os dois países.
Ao se aproximar da fronteira entre Brasil e Venezuela, os caminhões com ajuda humanitária receberam uma espécia de cordão humano para proteger os mantimentos. A embaixadora da oposição venezuelana no Brasil, Maria Teresa Belandria, pretende que os dois caminhões cruzem a fronteira com a ajuda dos manifestantes.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/R/h/N4jBVjT7WAgzleNsJCCw/pacaraima-venezuela.jpeg)
Em Pacaraima (RR), venezuelanos fazem cordão humano em torno de caminhão com doações de medicamentos e alimentos — Foto: Alan Chaves, G1 RR
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/d/h/wCEAO7TZeJlH1IhbnrJQ/maduro-conferencia.png)
Nicolás Maduro anunciou em uma videoconferência transmitida pela TV que iria fechar a fronteira terrestre entre Brasil e Venezuela — Foto: Reprodução/VTV
Nicolás Maduro determinou o fechamento das fronteiras com Brasil e Colômbia para tentar barrar a ajuda humanitária oferecida pelos EUA e por países vizinhos, incluindo o Brasil, após pedido de Juan Guaidó. O líder chavista vê a oferta dessa ajuda como uma interferência externa na política da Venezuela.
Ao anunciar ao longo da semana o fechamento da fronteira com o Brasil, o líder chavista afirmou que a passagem entre os dois países ficaria “fechada total e absolutamente até novo aviso”. G1
