O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, permanecerá no cargo. A decisão foi comunicada a ele hoje, sexta-feira (15), durante reunião a portas fechadas no Palácio do Planalto com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Alberto dos Santos Cruz. A informação foi confirmada ao GLOBO por fontes do Palácio.
Alvo de uma crise amplificada pela filho do presidente, o vereador do Rio Carlos Bolsonaro (PSC), Bebianno recebeu o apoio de ministros palacianos, militares do governo e parlamentares, incluindo o presidente da Câmara, Rodrigo Maia.
Eles consideraram que o envolvimento familiar do governo grave e atuaram para segurar Bebianno no cargo e, consequentemente, evitar a imagem de que o rumo do Palácio é ditado pelos filhos do presidente. O trio que possuim cargos eletivo é apontado como um gerador de crise para Bolsonaro.
Bebianno recebeu o apoio dos colegas do Palácio e foi aconselhado, nesta sexta-feira, a se recolher nos próximos dias e evitar declarações à imprensa. O grupo que atuou para contornar o entrevero avalia que a apresentação do texto da reforma da Previdência ajudará a tirar os holofotes da crise.
O secretário-geral da Presidência esperava ser recebido pelo presidente, de quem foi coordenador da campanha. Por ora, não há previsão de que o encontro acontecerá.
Envolto numa crise provocada pelo filho do presidente, Carlos Bolsonaro, que trabalha pela demissão do desafeto no governo, o ministro passou os últimos dias tentando se segurar no cargo. Bebianno enfrenta um processo de desgaste provocado por denúncias envolvendo irregularidades na sua gestão à frente do caixa eleitoral do PSL, partido dele e de Bolsonaro.
Segundo reportagem da “Folha de S.Paulo”, durante as eleições, então coordenador da campanha de Bolsonaro, Bebianno liberou R$ 400 mil do fundo partidário a uma candidata que teve apenas 274 votos. A suspeita é de que ela tenha sido usada como laranja pela legenda do presidente da República. O Globo/G1
