No terceiro dia em Davos, na Suíça, o presidente Jair Bolsonaro abordou hoje, quarta-feira (23/1), sobre a importância das reformas econômicas no país — assunto deixado de lado durante o primeiro discurso internacional às autoridades estrangeiras, na terça-feira (22/1).
Em almoço intitulado “O Futuro do Brasil”, Bolsonaro se reuniu com ministros e empresários, e citou o nome do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), como futuro presidente do país.
A executivos brasileiros, o presidente mencionou a reforma da Previdência e a simplificação tributária como meios de “resgatar a economia” — o que Bolsonaro considera uma das principais ações de governo. E deu um prazo: a nova proposta será apresentada no próximo mês, no mesmo período em que o Congresso inicia a nova legislatura.
“Queremos uma reforma única, duradoura e que realmente contenha o deficit público nesta área. Acredito que ela seja aprovada porque não interessa apenas para o federal, mas para o governo estadual e os prefeitos”, disse.
Ao lado de Doria, Bolsonaro também elogiou as ações do governador e mencionou o empresário como possível presidente. “Estou vendo o Doria, prefeito, governador, e se Deus quiser, presidente no futuro. É um homem que tem capacidade e tem um coração que realmente bate pelo seu país”, afirmou.
Bolsonaro também repetiu o discurso anterior feito na abertura do fórum, ao citar os recursos naturais do país, e como eles devem ser usados para fomentar o turismo brasileiro. “Alguém sabe o que é a floresta amazônica? Temos sete pantanais sul-mato-grossenses, praias, um Sul maravilhoso, mas enquanto não jogarmos pesado no fim da violência, eu sei que muita gente não vai pra lá por causa disso. Vamos tentar consertar isso”, disse.
Ao completar, Bolsonaro frisou o pacto com a democracia e a preservação dos direitos humanos. “Não queremos maltratar ninguém, mas tirar do convívio da sociedade brasileira na base da lei”, garantiu.
