Ao menos 168 pessoas morreram, 745 ficaram feridas e 20 são consideradas desaparecidas depois que um tsunmi atingiu na noite de sábado (22) o estreito de Sunda, que separa as ilhas de Sumatra e Java na Indonésia, informou neste domingo (23) a Agência Nacional de Gestão de Desastres (BNPB). As ondas gigantes teriam sido provocadas pela erupção do vulcão Krakatoa, com um deslocamento submarino.
“O número de vítimas pode aumentar, pois não nos chegaram informações de todas as áreas afetadas”, afirmou em comunicado o porta-voz da BNPB, Sutopo Purwo Nugroho. Ao menos duas ondas gigantes devastaram boa parte da região. Segundo testemunhas, a segunda onda foi muito maior e mais forte do que a primeira.
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Homem inspeciona sua casa destruída por tsunami em Carita, Indonésia — Foto: Dian Triyuli Handoko/ AP Photo
O tsunami atingiu particularmente Serang, Pandeglang e South Lampung, no o estreito de Sunda”, disse Sutopo. O distrito de Pandenglang foi o mais afetado. Lá são 33 mortos e 491 feridos até agora, além de centenas de casas e hotéis muitos danificados. A região é turística e onde estão as praias mais procuradas como Tanjung Lesung, Sumur, Teluk Lada, Penimbang e Carita.
Em South Lampung, há sete mortos e 89 feridos. Em Serang, o registro é de três mortos, quatro feridos e os dois desaparecidos.
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Carro coberto por destroços em área devastada na Indonésia — Foto: Dian Triyuli Handoko/ AP Photo
Segundo o BNPB, em toda a região há danos graves em 430 casas e 9 hotéis. Dezenas de barcos foram destruídos ou danificados. As ondas surpreenderam muitos habitantes, como os que estavam fazendo uma festa em frente ao mar e o tsunami levou o palanque com a orquestra e as mesas em volta.
Em Anyer, cidade litorânea de Java situada a 100 km a oeste de Jacarta, não houve forma de avisar a população porque não tinham sistema de alarme de tsunami originado por atividade vulcânica. “O sistema de alarme que temos serve para atividade tectônica mais do que vulcânica”, disse Rahmat Triyono, especialista da Agência Meteorológica, Climatológica e Geofísica da Indonésia (BMKG, sigla em indonésio).
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Desabrigados ou desalojados ocupam uma mesquita no distrito de Pandeglang — Foto: Muhammad Bagus Khoirunas / Antara Foto / via Reuters
Sutopo disse que é preciso investigar a causa do tsunami, embora tenha assinalado que o mais provável é que ele aconteceu por causa de um desprendimento de terra submarino causado pela erupção do vulcão Krakatoa e ressacas devido à lua cheia. “Aparentemente, a combinação de ambos os fatores motivou um tsunami repentino que chegou à costa”.
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Imagem feita a partir de um vídeo mostra o vulcão Krakatoa em erupção na Indonésia em 22 de dezembro de 2018 — Foto: TV One / via AP Photo
A Agência de Meteorologia, Climatologia e Geofísica da Indonésia tenta determinar as causas com a Agência de Geologia.
Sutopo publicou imagens no Twitter de momentos após a passagem das ondas.
Sutopo Purwo Nugroho publicou um pedido de desculpas por tentar tranquilizar as pessoas dizendo não haver um tsunami e apagou as publicações anteriores.
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Visão da do estreito de Sunda, na Indonésia — Foto: Reprodução / GloboNews
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Destruição em Carita, após tsunami na Indonésia — Foto: Ministério de Assuntos Sociais da Indonésia / AFP Photo
Entre 29 de julho e 19 de agosto, tremores na região turística da ilha de Lombok, perto de Bali, mataram 564 pessoas e deixaram mais de 400 mil desalojados.
A Indonesia está localizada sobre o chamado “Círculo de Fogo do Pacífico”, uma zona de grande atividade sísmica e vulcânica que é sacudida por 7.000 sismos por ano, a maior parte tremores moderados.
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Moradores inspecionam danos em casas na praia de Carita — Foto: AFP Phot
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Casa danificada em Pandeglang — Foto: Muhammad Bagus Khoirunas / Antara Fotos / via Reuters
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Corpos de vítimas recuperados ao longo da praia de Carita na Indonésia — Foto: AFP Photo
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Moradores deixam área afetada por ondas gigantes — Foto: AFP Photo
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Casa totalmente destruída na praia de Carita — Foto: AFP Photo
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Moradores inspecionam danos em casas na praia de Carita — Foto: AFP Photo
