Capitólio dos EUA à espera de uma definição sobre o orçamento — Foto: Saul Loeb / AFP Photo
O governo dos Estados Unidos iniciou, a partir da meia-noite deste sábado (22) – 3h em Brasília -, um fechamento parcial por falta de fundos depois que republicanos e democratas não chegaram a um acordo orçamentário no Congressopara as exigências do presidente Donald Trump a respeito do muro da fronteira com o México.
Trata-se do terceiro fechamento administrativo que Trump enfrenta este ano, após o primeiro, em janeiro, que se prolongou por três dias, enquanto o segundo, em fevereiro, durou apenas algumas horas.
Embora os dois partidos tivessem concordado com um orçamento na quinta-feira (20), o presidente se negou a assiná-lo por não incluir os mais de US$ 5 bilhões para a construção do muro que ele havia exigido, levando assim o governo ao fechamento atual, diante da recusa dos democratas em apoiar esses fundos.
As negociações no Congresso norte-americano serão retomadas depois das 12h deste sábado (15h em Brasília). O orçamento precisará da aprovação de 60 senadores. Ao menos, o governo conseguiu convencer a maioria simples dos senadores em uma votação preliminar. Isso garante, na prática, que o assunto seja debatido até a chegada de um acordo final.
Governo parado
A paralisação parcial ocorre porque impede o financiamento de algumas agências, como departamentos de Segurança Interna, Justiça e Agricultura. Alguns funcionários federais, inclusive, podem ficar sem pagamento do Natal.
A vantagem para Trump é que os programas governamentais estão financiados até 30 de setembro de 2019, incluindo os dos Departamentos de Defesa, Trabalho e Saúde e Serviços Humanos. O próprio presidente Trump já previa que o acordo não ocorreria a tempo. “Se os democratas votarem não, vai haver uma paralisação que vai durar por muito tempo”, escreveu ele em um tuíte.
A opinião de Trump mudou ao longo do debate sobre o orçamento para o muro. O presidente chegou a bater boca com congressistas do Partido Democrata tentando forçar a aprovação. No entanto, ele voltou atrás e disse que buscaria “outras formas” de financiar a obra. Recentemente, o republicano mudou mais uma vez de ideia e insistiu que o Congresso aprovasse o orçamento. G1
