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A eleição para a presidência da Câmara vai se aproximando e o clima continua de indefinição, com diversos nomes pleiteando a presidência de nosso legislativo e nenhum deles podendo ser apontado como favorito.
Aliás, na sessão extraordinária realizada na quinta-feira (13), a vereadora Chiara Ranieri denunciou que nos bastidores da sucessão impera o fisiologismo, a exigência de manutenção de determinados assessores, compromisso de troca de veículos e até celulares corporativos.
Ora e o povo?
Será que o povo continua sendo um detalhe, como dizia um humorístico televisivo?
Qual dos candidatos propõe a volta das sessões para o período noturno, com a finalidade de facilitar a presença de populares nos debates legislativos? Qual dos grupos interessados na presidência da mesa, mostra o interesse da Câmara voltar a atuar como órgão fiscalizador do executivo e não como seu braço auxiliar?
O papel do legislador é o de elaborar leis e fiscalizar o executivo, e não de fazer contraponto para este, poupando-o de adversidades, mesmo quando equivocado. Que os senhores vereadores lembrem-se na sessão de amanhã que 2020 está chegando e não podem ignorar o alto índice que as Casas Legislativas tiveram este ano.
Ou, não?
Que os senhores vereadores tenham a lucidez de escolher o colega melhor preparado para presidir a Câmara, deixando de lado a busca de benesses pessoais para si ou seus correligionários. Afinal, o povo que os elegeu merece respeito, consideração e sobretudo, coerência. O povo já lhes concedeu o mandado, benesse maior que esta não existe.
Antônio Pedroso Junior, o Chinelo
Uma boa chinelada na região glútea é o que merecem os traidores do povo.
