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Trinta anos depois de sua primeira eleição para comandar a Prefeitura de Bauru e vinte anos após sua cassação pela Câmara Municipal, o engenheiro e professor Antonio Izzo Filho tem trabalhado, principalmente junto a periferia, buscando viabilizar sua candidatura novamente para o Palácio das Cerejeiras nas eleições de 2020.
Eleito em 1988 pelo PSDB, com quem rachou pouco mais de um ano depois das eleições e, em 1996 pelo PP, Izzo ainda não se sabe qual em qual partido irá se filiar e buscar viabilizar sua candidatura, sendo a única coisa certa a de que irá disputar o próximo pleito municipal.
Nas eleições de 2008, impedido judicialmente de concorrer, lançou sua esposa Rosa para o cargo, entretanto, não conseguiu transferir a ela, os votos que ainda possui, notadamente na periferia de Bauru.
Izzo surgiu em 1988 e foi a grande surpresa daquele pleito, onde contou com o apoio do então prefeito Tuga Angerami. De jeito simples, bonachão cativou a todos com uma oratória firme, objetiva e falando aquilo que o povo desejava ouvir, acabando por derrotar nas urnas os então deputados Oswaldo Sbeghen e Roberto Purini, se tornando a grande novidade política da cidade naquele período.
Assumindo o cargo, inovou no modo de administrar, implantado o asfalto gratuito na periferia da cidade e atendendo a população, uma vez por semana, em audiências abertas para a comunidade, ocasião em que o povo tinha a oportunidade de apresentar diretamente ao prefeito as suas reivindicações.
Tais inovações aumentaram consideravelmente o seu prestigio popular, e mesmo não conseguindo eleger Oswaldo Sbeghen para sua sucessão e não obtendo êxito em sua candidatura para Deputado Federal em 1994, retornou com relativa facilidade para a Prefeitura, nas eleições de 1996.
Agora, vinte anos depois de sua cassação e de ter superado os problemas judiciais que acumulou no seu segundo mandato, prepara o caminho da volta em 2020. Seus admiradores estão eufóricos com a possibilidade e claro, seus opositores começam a revirar os arquivos em busca de notícias e fatos que venham a diminuir o apoio popular. De toda forma, é uma pedra que se coloca no tabuleiro da sucessão e que vai aquecer a disputa.
