(foto: Mauro Pimentel/AFP)
O juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava-Jato na primeira instância, afirmou hoje, terça-feira (6/11), que assumir o superministério da Justiça que lhe ofereceu o presidente eleito Jair Bolsonaro “não é um projeto de poder”, mas uma forma de “tentar fazer a coisa certa”.
“A ideia aqui não é um projeto de poder, mas sim um projeto de fazer a coisa certa num nível mais elevado, em uma posição que se possa realmente fazer a diferença e afastar de vez a sombra desses retrocessos”, afirmou Moro, em entrevista coletiva na sede da Justiça Federal do Paraná.
“O objetivo é no governo federal realizar o que não foi feito, com todo respeito, nos últimos anos e buscar implantar uma forte agenda anticorrupção e aqui eu agregaria, porque é uma ameaça nacional, uma forte agenda também anticrime organizado.”
Resposta ao PT
Mais de 60 jornalistas compareceram à coletiva, para a qual foi montado um forte esquema de segurança, com policiais caracterizados e à paisana. Na abertura, o juiz, que deixará a magistratura para assumir o novo cargo, fez uma longa explanação sobre os motivos que o levaram a dizer “sim” ao convite de Bolsonaro. Ele rechaçou suspeitas levantadas pelo PT de que teria agido para favorecer a candidatura Bolsonaro. “Não posso pautar minha vida com base numa fantasia, com álibi falso de perseguição política.”
Desde a quinta-feira, quando aceitou o cargo de superministro da Justiça, Moro tem conversado com aliados e estudado os dados sobre a pasta, que volta a abrigar a Polícia Federal. A sepração ocorreu em 2017 por decisão do presidente Michel Temer (MDB), que criou a Secretaria Especial de Segurança Pública, que será fundido ao ministério comandado por Moro no próximo governo. Agência Estado/ Correio Braziliense
