A Polícia Federal solicitou a empresa gestora do aplicativo WhatsApp que informe os números que fazem disparos em massa por meio do aplicativo. A solicitação, por meio de ofício, ocorreu no âmbito do inquérito relacionado a propagação de mensagens contra candidatos à Presidente.
Os investigadores querem saber de onde partiram milhões de mensagens que inundaram a rede com comentários contra o candidato Fernando Haddad (PT). Eventuais ações deliberadas para prejudicar o candidato Jair Bolsonaro (PSL) também estão sendo investigadas. O inquérito foi aberto a pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge.
O próprio WhatsApp enviou notificações extrajudiciais e excluiu contas que estavam promovendo a propagação em grande escala de mensagens. A prática de spam é proibida pelas políticas adotadas da rede social. Com as notificações, a empresa revelou que tem acesso a esses dados e pode ter controle sobre este tipo de ação.
As investigações correm sob sigilo e começaram após a Folha de S. Paulo revelar que empresários mantém contratos milionários com agências que espalham mensagens que favorecem o deputado Jair Bolsonaro na disputa pelo cargo mais importante da República. Correio Braziliense
