Marina Silva, candidata da Rede à Presidência da República no primeiro turno — Foto: Silvia Izquierdo/AP
Candidata da Rede à Presidência da República no primeiro turno, a ex-ministra Marina Silva divulgou uma nota hoje, segunda-feira (22) na qual afirmou que dará “voto crítico” ao candidato do PT, Fernando Haddad. Ele disputará o segundo turno com Jair Bolsonaro (PSL).
Após o primeiro turno, a Rede Sustentabilidade recomendou aos filiados que não votem em Jair Bolsonaro (PSL), mas não manifestou apoio a Haddad. Na nota de hoje, segunda-feira (22), Marina afirma que dará o voto a Haddad porque o petista “não prega a extinção dos direitos” nem a repressão aos movimentos.
“Diante do pior risco iminente, de ações que, como diz Hannah Arendt, ‘destroem sempre que surgem’, ‘banalizando o mal’, propugnadas pela campanha do candidato Bolsonaro, darei um voto crítico e farei oposição democrática a uma pessoa que, ‘pelo menos’ e ainda bem, não prega a extinção dos direitos dos índios, a discriminação das minorias, a repressão aos movimentos, o aviltamento ainda maior das mulheres, negros e pobres, o fim da base legal e das estruturas da proteção ambiental, que é o professor Fernando Haddad”, afirmou Marina na nota.
No último dia 7, primeiro turno da eleição, Marina já havia dito que, independentemente de quem for eleito, ela fará oposição ao novo presidente. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no primeiro turno, Marina recebeu 1 milhão de votos (1%) e ficou 8º lugar.
Respeito
Na nota desta segunda-feira, Marina afirma que Bolsonaro “minimiza a importância de direitos e da diversidade existente na sociedade”, promovendo a “incitação sistemática ao ódio, à violência, à discriminação”.
“É um engano pensar que a invocação ao nome de Deus pela campanha de Bolsonaro tem o objetivo de fazer o sistema político retornar aos fundamentos éticos orientados pela fé cristã que são tão presentes em toda a cultura ocidental.
A pregação de ódio contra as minorias frágeis, a opção por um sistema econômico que nega direitos e um sistema social que premia a injustiça, faz da campanha de Bolsonaro um passo adiante na degradação da natureza, da coesão social e da civilização”, acrescentou Marina Silva. G1
