Fernando Haddad participa de ato em São Luís com o governador eleito do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) Foto: Ricardo Stuckert / Divulgação/PT
SÃO LUÍS — Com a missão de reverter a vantagem de 18 pontos de Jair Bolsonaro (PSL), o candialdato do PT à Presidência da República , Fernando Haddad , fez hoje, domingo duas promessas de impacto direto no bolso do eleitor: reajustar em 20% o valor do benefício do Bolsa-Família a patir de janeiro e impor um teto de R$ 49 para o preço do botijão de gás.
As duas propostas foram feitas em discurso após uma caminhada pelo Anil, um bairro pobre de da periferia de São Luís, no Maranhão. O aumento do Bolsa Família custaria R$ 5,5 bilhões por ano, de acordo com o candidato. Sobre a proposta de tabelar o preço do gás, o petista disse que teria um “impacto irrelevante”.
Do palanque, Haddad perguntou para os presentes quanto custava o gás na região. Ouviu que o preço estava em R$ 75.
– Então, quero dizer que em 1° de janeiro, nós vamos tomar uma medida e em nenhum lugar do país o gás vai poder custar mais de R$ 49 – anunciou o candidato, sendo aplaudido pelos simpatizantes que acompanhavam a sua fala.
A reação do público foi a mesma, na sequência, quando o petista se comprometeu com o reajuste do Bolsa-Família:
– A partir de janeiro, 20% de aumento no Bolsa Família porque as famílias estão sofrendo muito. Então quem tem hoje um beneficio de R$ 200 vai receber R$ 240.
Mais tarde, ao conceder uma entrevista coletiva na capital maranhense, o petista explicou que a Petrobras praticará um preço nas refinarias para permitir que o valor do botijão não passe dos R$ 49. Ele descartou impacto na saúde financeira da companhia com a interferência, como ocorreu no governo Dilma Rousseff, quando os reajustes dos combustíveis foram represados.
– O gás responde por 4% do faturamento da Petrobras. É uma coisa muito pequena. É possível internamente remanejar contas. Ninguém está querendo tratar a Petrobras com uma empresa que não deva satisfação ao seus acionistas. Mas o poder de monopólio que ela tem precisa ser considerado numa política pública.
O presidenciável ainda comparou a medida com o subsídio ao diesel estabelecido pelo governo Michel Temer.
– Não fizeram o subsídio ao diesel dos caminhoneiros? O gás de cozinha é mais importante para a população pobre. Como não vamos fazer uma política pública para rebaixar o preço para quem está se queimando com álcool ou cozinhando com lenha?
Sobre o Bolsa-Família, Haddad acredita que parte do custo de R$ 5,5 bilhões pode ser recuperado com uma maior arrecadação de impostos por causa da movimentação da economia. O governo federal estima para 2019 um déficit de R$ 139 bilhões nas contas públicas.
