A mini reforma política de 2015, começou a produzir efeitos práticos nestas eleições. Uma das novidades foi a necessidade do candidato alcançar no mínimo 10% dos votos do chamado quociente eleitoral para garantir sua cadeira.
No Estado de São Paulo, seis candidatos a deputado federal estariam eleitos pelo PSL, caso a nova legislação NÃO estivesse em vigor, dentre eles o bauruense e ex-presidente da Câmara Municipal Luis Carlos da Costa Valle, que obteve pouco mais de 20 mil votos, enquanto o quociente eleitoral foi de cerca de 310 mil votos.
Detalhe da nova lei é que a bancada paulista do PSL ficará sem suplentes nos próximos quatro anos, e no caso de vacância de uma das vagas, eleições suplementares terão que ser convocadas.
Aliás, o quadro dos deputados federais eleitos por São Paulo não está fechado. O advogado paulistano Orosco Junior, candidato a Deputado Federal pelo PDT que atingiu a marca dos 33.000 votos está impugnado e segundo sua assessoria jurídica, será legitimado como candidato e estará eleito, como o segundo deputado federal pelo partido, em nosso estado.
Se de fato, isto ocorrer, Orosco Junior assumirá a vaga hoje pertencente a Paulinho da Força, do Solidariedade. Além disso, a nova legislação restringe a partir do ano que vem as atividades de 15 partidos, dentre eles o REDE e o PCdoB que deixarão de ter acesso ao fundo partidário e a tempo de rádio e tv. Fusões a vista!
