Ciro Gomes durante caminhada pelo Aglomerado da Serra, complexo de favelas de Belo Horizonte (BH), hoje, sábado (22) — Foto: Reprodução/TV Globo
O candidato do PDT a presidente da República, Ciro Gomes, disse hoje, sábado (22) que, se eleito, vai propor a revogação da emenda 95 que estabeleceu um teto para os gastos públicospor 20 anos. Ciro chamou a emenda de “selvageria” e defendeu o fim do limite de gastos para garantir melhorias na saúde, educação e segurança pública.
“O Brasil precisa revogar uma emenda, chamada 95. Sem nenhuma discussão, essa turma que nos governa sem autorização popular proibiu a expansão do investimento em saúde, educação, segurança e tudo mais que interessa ao povo por 20 anos. Em um país em que nasce 3 milhões por ano, você pode ver o tamanho da selvageria que é essa emenda 95”, afirmou.
“Mais de 50% do orçamento brasileiro, escondido do povo, é entregue para especulação financeira, juro e rolagem de dívida para meia dúzia de banqueiros abastados. É isso que comigo vai mudar para que haja dinheiro para aquilo que interessa: educar o nosso povo, dar saúde à família brasileira, prevenir a violência que hoje assusta toda a nossa sociedade”, disse Ciro Gomes.
Empregos
Ciro Gomes disse que, se eleito, pretende já no primeiro ano de governo promover a geração de dois milhões de empregos por meio da construção civil e obras de saneamento.
“E eu já tenho todos esses projetos bastante pensados e eu vou fazer isso dessa forma: casando o investimento em saneamento e moradia, e retomada de obras paradas com o emprego da comunidade que está envolvida nesta própria obra. Ou seja, eu vou contratar os homens e mulheres desempregados das próprias comunidades para fazer o seu próprio saneamento”, afirmou o candidato.
“O meu programa de governo tem um compromisso, em função do emprego, com gerar 2 milhões de empregos já no primeiro ano. E o único setor que pode fazer isso, antes das reformas que o país precisa de uns seis meses pelo menos para fazer, é a construção civil. Moradia popular e saneamento básico e obras de infraestrutura”, disse. G1
