Flávio Bolsonaro com o pai, Jair, e os irmãos, Carlos e Eduardo – Arquivo pessoal
Os filhos do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) devem se dividir para assumir compromissos de campanha do pai nos estados em que concorrem. O deputado estadual Flávio Bolsonaro disputa o Senado no Rio e Eduardo Bolsonaro, a reeleição para a Câmara dos Deputados por São Paulo.
As agendas de ambos passarão a ser mais nacionalizadas. Nelas, os dois tratarão do ataque ao pai durante a agenda em Juiz de Fora (MG). Flávio e Eduardo vão participar, por exemplo, de jantares e encontros que contariam com a presença de Bolsonaro. Especialistas dizem que o repouso em casos como o de Bolsonaro dura pelo menos um mês.
– Embora eles devam se concentrar em assumir os compromissos nos estados em que concorrem, vai ser inevitável que façam uma ou outra agenda país afora – diz um integrante da campanha de Bolsonaro.
O vice na chapa de Bolsonaro, general Hamilton Mourão, também deve assumir compromissos de campanha. O PRTB, partido de Mourão, informou que pretende ampliar o número de seguranças em apoio ao general e que as estratégias de proteção estão sendo alinhadas com o PSL. Também estão sendo reavaliadas as medidas de segurança dos filhos de Bolsonaro.
Mourão cancelou uma caminhada que faria amanhã na Baixada Fluminense. Até domingo, deve ser estabelecida a estratégia de continuidade da campanha. Ontem, após o ataque, o presidente do PSL demonstrou confiança na recuperação de Jair Bolsonaro e disse que o candidato do partido vai participar da campanha eleitoral, ainda que sem presença em agendas na rua num primeiro momento.
Bolsonaro foi esfaqueado na última quinta-feira durante uma agenda em Juiz de Fora (MG). Ele estava sendo carregado por apoiadores quando fez uma expressão de dor e foi retirado do local. O deputado foi retirado do local às pressas, em um carro da PF, e levado para a Santa Casa de Misericórdia. Ao chegar ao hospital, ele fez um ultrasom, quando foi identificada a necessidade de cirurgia. O Globo
