Candidato do Podemos Alvaro Dias, em visita ao Vale do Aço (Foto: Tathiane Moura/G1)
O candidato à presidência da República, Alvaro Dias (Podemos) cumpriu agenda de campanha na manhã de hoje,sábado (1°) em Ipatinga, no Vale do Aço, região Leste de Minas Gerais.
Durante a visita, o candidato afirmou que os políticos do país devem pedir desculpas para à população. “Eu sobrevoei montanhas ricas e vejo um povo pobre nesse país. Eu creio que aqui eu tenho uma fotografia da realidade brasileira, um país de riquezas extraordinárias, um país próspero, com desgovernos que levaram-nos a essa situação de contraste gritantes entre ilhas de fartura, de prosperidade, em meio a um imenso oceano de dificuldades, de pobreza e de miséria, essa é a nossa missão.
Os governantes precisam pedir perdão ao povo brasileiro. E nós temos o dever de apresentar ao nosso povo uma bandeira de esperança, dizer à nossa gente que é possível arrumar o Brasil. A casa caiu sim, foi desconstruída, nós precisamos reconstruir, por isso nós chamamos de refundação da república esse conjunto de reformas que recolocará o Brasil nos trilhos do progresso e do desenvolvimento”, afirmou.
Em coletiva de imprensa, Dias disse que nunca foi contra o programa Bolsa Família e que, se eleito, vai mantê-lo, mas que pretende fazer algumas reformulações no programa. “Eu nunca fui contra o Bolsa Família, eu fui contra as distorções e roubo. Recentemente, o Ministério Público denunciou o desvio de R$ 2,5 bilhões do Bolsa Família, recurso destinado a 500 mil servidores públicos ligados ideologicamente aos governantes.
Então esse não é o bolsa-família que nós queremos. Nós queremos um Bolsa Família que seja investimento e não despesa, a preparação da mão de obra para a inserção no mercado de trabalho. E depois da carteira de trabalho assinada, nós manteremos ainda por dois anos o Bolsa Família, para que esse trabalhador tenha a segurança de que, se eventualmente o seu emprego não der certo, ele não estará na rua da amargura.
Portanto essa é a nossa proposta, porque um país pobre, com 52 milhões abaixo da pobreza, não pode abrir mão de programas sociais dessa natureza para socorrer enquanto o governo não oferece oportunidade, porque a melhor forma de combater a pobreza é oferecer oportunidade. E a grande oportunidade é o emprego”, afirmou
O candidato falou também sobre a discussão de armar a população. “Aí vem a inversão de valores, porque ao invés de nós discutirmos uma política de Estado e Segurança Pública, ficam colocando na pauta uma discussão menor, que é se deve armar ou não armar. Já houve um plebiscito e esse assunto já foi decido pelo povo brasileiro, 62% opta pela venda de armas e nós temos de respeitar.
Ou nós respeitamos a soberania popular e respeitamos as leis do país ou não vamos encenar mais que estamos sob regida de um Estado de direito democrático. Agora, cabe ao Estado oferecer segurança à população, o cidadão tem o direito sim de portar arma se ele desejar, se achar conveniente, mas é obrigação do Estado oferecer segurança”, disse.
Para resolver o problema de segurança pública, Dias disse que vai aumentar o poder de fogo dos policiais.“Nós temos que armar os policiais com armamento pesado, porque hoje quem tem armamento pesado é o bandido. Nesta guerra de policiais e bandidos, tem que vencer o policial. E nós vamos no governo entregar aos policias brasileiros armamento pesado, para que essa guerra contra a violência tenha a vitória das instituições policias e do povo brasileiro”, falou.
Em relação ao reajuste do Judiciário, o candidato disse que, considerando a situação financeira do país, o aumento na folha salarial dos juízes do Supremo Tribunal Federal é inadequado. “Nosso propósito é acabar com o privilégio das autoridades. Em relação a salário, impor rigor no teto salarial, ninguém pode ganhar mais que o teto constitucional. Esse reajuste é descabido, num momento que o Brasil vive uma crise de profundida não se admite esse tipo de reajuste”, afirmou.
