Manifestantes pró-Lula fizeram 26 dias de greve de fome(foto: Michele Calazans/Divulgação)Depois de 26 dias em greve de fome a favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ativistas decidiram encerrar o ato na manhã hoje, sábado (25/8). Em comunicado, os sete grevistas disseram que a paralisação teve seu “dever cumprido”, e pediram para que os defensores da causa continuem se mobilizando em todo o país.
Alojados no Centro Cultural de Brasília (CCB), Jaime Amorim, Zonália Santos, Rafaela Alves, Frei Sérgio Görgen, Gegê Gonzaga, Vilmar Pacífico e Leonardo Soares receberam nesta manhã os membros das organizações nas quais participam, e grupos que o apoiaram de outras formas. De acordo com o comunicado de encerramento, ao longo desses 26 dias de paralisação, houve um grande debate com a sociedade brasileira a respeito das pautas dos grevistas.
O ato era uma forma de pedir que o Supremo Tribunal Federal (STF) pautasse a questão da segunda instância no plenário, e pudesse libertar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde abril deste ano, após condenação em segunda instância, para que ele fosse candidato à presidência da República pelo PT, nas eleições desde ano.
A ideia era que, ao ficar em greve de fome, eles pudessem protestar sobre a volta do país ao mapa da fome. Eles foram recebidos por ministro do STF ao longo desses atos de greve. “Ao sair da greve temos consciência de que cumprimos um papel importante, ajudamos a mobilizar e organizar o povo, colocamos em pauta novas perspectivas para esse país, evocamos a ideia de um Brasil-Nação para todos os brasileiros”, afirmou Amorim. Correio Braziliense
