Alckmin disse que há pessoas que se impressionam com pesquisa: “É preciso acreditar na campanha”(foto: Nelson Almeida/AFP)
Depois de garantir a mais ampla aliança na corrida presidencial ao tucano Geraldo Alckmin, integrantes dos partidos do Centrão — formado por PRB, PR, DEM, PP e SD — iniciam pressão e chegam a dar prazos para o ex-governador de São Paulo descolar dos 7% verificados até agora nas pesquisas eleitorais.
Nas contas de parlamentares do bloco mais fisiológico do Congresso, a data-limite seria 19 de setembro, considerando não apenas uma melhor performance de Alckmin, mas também a capacidade de transferência de votos do petista Luiz Inácio Lula da Silva para o ex-prefeito paulista Fernando Haddad.
Os tucanos e os aliados mais fiéis, por sua vez, acreditam que os números até aqui não representam uma estagnação, dada a ausência da campanha na televisão — o principal objetivo de Alckmin ao formar a ampla aliança, garantindo 11 dos 25 minutos por programas no rádio e na TV.
O horário eleitoral gratuito começa na sexta-feira da próxima semana, 31 de agosto, o que daria ao tucano cerca de 15 dias para mudar o atual quadro das pesquisas, evitando a debandada de aliados para candidatos colocados nas primeiras posições.
De certa forma, o desembarque já ocorre entre parlamentares do Nordeste, como Ciro Nogueira (PP-PI), que declarou “estar ao lado de Lula”. O movimento é visto com naturalidade pelos tucanos, que se dividem inclusive na relevância em buscar votos nos estados nordestinos, onde Alckmin apresenta os menores índices.
“A melhor estratégia, a partir de agora, é se concentrar no Sul, no Sudeste e no Centro-Oeste, que têm mais 60% dos votos”, disse um aliado de Alckmin, que preferiu não se identificar. “É mais inteligente se fortalecer em estados mais simpáticos à candidatura do que reverter votos em outros lugares.”
