Candidatos ao governo do estado de São Paulo em debate da TV Bandeirantes na noite de ontem, quinta-feira (16): Márcio França (PSB), Rodrigo Tavares (PRTB), Paulo Skaf (MDB), Marcelo Cândido (PDT), João Doria (PSDB), Luiz Marinho (PT) e Professora Lisete (PSOL) (Foto: Adriana Spaca/Framephoto/Estadão Conteúdo)
Sete candidatos ao governo do estado de São Paulo participaram na noite de ontem, quinta-feira (16) do primeiro debate da disputa estadual realizado pela TV Bandeirantes na capital paulista. Estiveram presentes nos estúdios da emissora Márcio França (PSB), Rodrigo Tavares (PRTB), Paulo Skaf (MDB), Marcelo Candido (PDT), João Doria (PSDB), Luiz Marinho (PT) e Professora Lisete (PSOL).
O debate foi dividido em quatro blocos: questionamento de leitores do “Metro Jornal” e perguntas entre os próprios candidatos: perguntas de jornalistas do Grupo Bandeirantes: terceiro bloco: perguntas entre candidatos e último quarto bloco: considerações finais.
No primeiro bloco, cada candidato respondeu à mesma pergunta: “Assumindo o governo, que medidas vai tomar para melhorar a segurança das populações que hoje vivem com medo em todas as cidades do estado?”
Primeiro a responder, Márcio França (PSB) destacou a importância da tecnologia e inteligência. “A questão de Detecta, aquilo que a gente já inovou em São Paulo e fez São Paulo ter os melhores índices do Brasil. Valorizar o policial. Tivemos experiências positivas, eu homenageei aquela policial que matou bandido na porta da escola. Gerar oportunidades para que a gente pare de enxugar o gelo e produzir o gelo.”
Rodrigo Tavares (PRTB) disse que tem “um grande sonho que é ser conhecido como o candidato e governador que tratou a segurança pública como ela deveria e deve ser tratada. Temos hoje um déficit de policiais que tem que ser colocado em dia.
Temos também a possibilidade e a necessidade de renovar esse ciclo, renovar esse ciclo com uma nova postura, com novas propostas. Na minha gestão, os policiais não serão esquecidos. Hoje, pergunte para os policiais, qual é maior inimigo. Na situação que vemos e vivemos, um dos maiores inimigos [dos policiais] é o próprio governo.”
Paulo Skaf (MDB) afirmou que “Segurança Pública é uma total insegurança. Temos três polícias. A Polícia Civil está completamente abandonada. Tivemos um assalto a uma delegacia em São Bernardo do Campo. Está com falta de gente, delegacias abandonadas. Vou reestruturar a Polícia Civil. Quero a Polícia Civil investigando, e a Polícia Militar nas ruas. Elas unidas é um exército de 110 mil homens, 18 mil viaturas, 32 aeronaves. Tem que cumprir as leis, nada de saidinha e visitinha.”
João Doria (PSDB) disse que “São Paulo tem o maior contingente de policiais do Brasil, 118 mil policiais militares e polícia civil. Valorização dos policiais e sem romper a política fiscal melhorar as condições salariais dos policiais. Implantar o padrão Poupatempo nas delegacias. Ampliar os Baeps são 5 na capital, 4 no interior, vamos ampliar para 22.
Serão 17 novos batalhões com 200 a 300 policiais militares no padrão Rota. Vamos colocar as melhores armas e veículos para enfrentamento aos bandidos. Unidades móveis nas cidades. Garantir mais polícia na rua para garantir a segurança da população. Teremos câmeras de segurança instaladas em conjunto com as prefeituras e a utilização de sistemas de drones. Polícia na rua e bandidos na cadeia.”
Luiz Marinho (PT) criticou as últimas gestões e falou sobre a necessidade de investimento em tecnologias. “É preciso modernizar as delegacias, investir em tecnologia, investir em efetivo e na remuneração de policias. O PSDB destruiu a Polícia Civil. Hoje não se investiga mais. O cidadão faz uma ocorrência, ou é de um bacana para ser investigado ou que tem alta repercussão midiática.
Senão simplesmente não vai ser investigado. Mas não é porque a polícia não quer investigar. É que não tem investigador suficiente. Portanto, o papel da polícia é proteger as pessoas. No meu governo será inadmissível um coronel dizer que vai tratar um jovem nos Jardins de um jeito e o da periferia de outro.”
A Professora Lisete Arelaro (PSOL) destacou ser a única mulher na disputa. “Temos a polícia que mais mata e a polícia que mais morre. O PSDB desarticulou a Polícia Civil. Vamos contratar imediatamente pelo menos 10 mil policiais civis. Crime se resolve com ciência e tecnologia. Temos todas as delegacias não funcionando à noite. As delegacias da mulher serão recompostas.”
Segundo e terceiro blocos
No segundo bloco, jornalistas fizeram as perguntas para cada candidato, com direito a escolher outro candidato para comentar a resposta. Os temas das perguntas foram: falhas na CPTM; risco de nova crise hídrica no estado; desempenho escolar de alunos de escolas públicas e investimento em educação; desemprego; caça a javalis; aterros sanitários e aumento do teto do funcionalismo público.
Considerações finais
Luiz Marinho contestou acusações feitas por Doria e disse que foi ministro do Trabalho durante o governo do ex-presidente Lula. “Tenho a honra de pertencer ao PT e ser amigo do presidente Lula. Eu sei como gerar emprego no estado de São Paulo. Já fizemos quando governamos o Brasil. Vamos investir no pequeno empreendedor, na agricultura familiar, vamos criar o Banco de Desenvolvimento Paulista.”
Professora Lisete destacou que “a política está ruim, mas podemos virar esse jogo. Sou uma professora que não desistiu, por isso sou candidata do PSOL, partido que tem a bancada federal mais bem avaliada do Brasil pela luta que faz no Congresso contra corrupção todos os dias, que tem a bancada de deputados mais atentos ao, eu diria, desmonte de políticas que o PSDB em São Paulo faz.
A nossa campanha está do lado dos estudantes que ocuparam as escolas pra defender o ensino público, do lado das mulheres que todos os dias estão na rua pra lutar pelos por seus direitos, especialmente contra o machismo. Marielle não será interrompida, nós continuaremos sua luta.”
João Doria disse que sua esposa Bia Doria não é reu, como afirmou Marinho, e defendeu o ex-governador Geraldo Alckmin. “Tenho muito orgulho da minha esposa e de proteger e amparar as mulheres. Quero falar de propostas, propostar para a segurança pública de São Paulo, educação, geração de empregos e transporte público.. Inovação, modernidade, desburocratização. O novo poder ser praticado com eficiência e transparência no governo do estado de São Paulo.”
Rogério Tavares destacou que representa a força do novo. “Sou a renovação. Nosso tema, segurança pública, será tratado como deve, com reequipamento das polícias, a valorização dos servidores. Quero dizer que temos que valorizar, sim, o agronegócio. Quero dizer que cansamos de enterrar policiais no estado de São Paulo. É hora de reagir. No estado a educação tem que avançar muito, trazer as novas tecnologias pra dentro da gestão da coisa pública e trazer uma nova linguagem.”
Márcio França disse que a campanha “terá a opção simpática ao PT e os agregados satélites ao PT. A opção do MDB, a candidatura do PSDB, a pessoa que teve a minha confiança na Prefeitura e não pode governar até o final. Quero governar com pulso firme como fiz no episódio da greve dos caminhoneiros”.
Marcelo Candido destacou que “faz 130 anos que acabou a escravidão no Brasil, e faz tantos anos que nos não temos candidatos que representam essas parcelas que são excluídas do desenvolvimento, da inteligência, da capacidade de produção de um estado que é um dos mais importantes do mundo. […] É preciso, neste momento, ter a certeza de que é necessário cortar o cordão umbilical que mantém o PSDB há 24 anos no comando do estado.”
Paulo Skaf disse que no Sesi trouxe o futuro ao presente. “Investimento fortemente na formação profissional. Um milhão de matrículas na educação, 2,3 milhões de pessoas atendidas na parte cultural, 100 mil no esporte. Que São Paulo seja um exemplo de educação nas nossas escolas, um exemplo na saúde pública, na segurança pública. Um exemplo no emprego. Quero fazer com que São Paulo volte a crescer.” G1
