(foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
Depois de recusarem Jair Bolsonaro (PSL) e escantearem o PT, os caciques do PR buscam unidade com o Grupão, formado por DEM, PP, PRB e Solidariedade, do Centrão do Congresso. Com as negociações aceleradas, a ideia é, até a semana que vem, ter um nome próprio que represente os interesses dos partidos de centro na disputa pelo Planalto. Nesse cenário, Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB) são favoritos.
A busca dos pré-candidatos pelo apoio do Partido da República se estende há várias semanas. Todos de olho no tempo de televisão do PR e na propaganda partidária. Se fechar com as outras quatro legendas de centro, a cobiça ficará ainda maior.
Além de contar com 1 minuto e 30 segundos de aparição, o presidenciável puxaria 4 minutos e 18 segundos dos demais, o que contabilizaria 5 minutos e 48 segundos. A aliança com o PR e o centrão também construiria uma imponente base de apoio no Congresso pós-eleições.
Com a movimentação do PR, Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB) se consolidam como os nomes com mais chances de receber quase 6 minutos a mais de exposição na tevê. Correndo por fora, o pré-candidato do Podemos, senador Álvaro Dias, ainda tem chance.
Na última terça-feira, Jair Bolsonaro (PSL), que chegou a cotar Magno Malta (PR-ES) como vice e chamar a relação com o PR de “noivado”, desistiu da aliança, alegando que não cederia às cobranças do partido comandado por Valdemar Costa Neto.
“Já estava certo com o Bolsonaro, mas surgiu o imprevisível: a questão do Rio de Janeiro”, disse o líder do PR na Câmara, José Rocha (PR-BA). Ele se refere à negativa de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) em replicar a aliança com a legenda de Valdemar no Rio de Janeiro, onde o filho do militar pretende se candidatar ao Senado.
O PT também ficou de lado, apesar de ser estimado por Josué Alencar, empresário filiado ao PR, e bem quisto por outros integrantes da legenda republicana. A indefinição do cenário petista com o ex-presidente Lula preso preocupa os dirigentes. Correio Braziliense
