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Imunização contra gripe atinge 40%

by nevadaduartina maio 20, 2018 No Comments

A duas semanas do fim da campanha nacional de vacinação, o Estado de São Paulo já corre o risco de enfrentar uma epidemia de gripe durante o inverno, por causa da baixa procura pelo imunizante. A previsão é de aplicar a vacina em 10,7 milhões de pessoas, integrantes dos grupos de risco, mas até anteontem somente 4,3 milhões – cerca de 40% – tinham sido imunizadas. No País, a situação não está muito melhor: a taxa é de 50%.

Neste ano, no Estado, foram registrados 146 casos de síndrome respiratória grave causada pelo influenza, dos quais 25 resultaram em morte. Mas a primeira grande frente fria, com forte redução da temperatura e características da estação mais fria, só chega ao Estado neste fim de semana, já com previsão de geada na Serra da Mantiqueira.

De acordo com o coordenador de Saúde do Estado, Marcos Boulos, os números ainda são menores que os do ano passado, quando houve 1.021 casos e 200 óbitos, mas preocupam porque o período propício à doença está no início. “Estamos com um número importante de casos e vai começar, ou já está começando, uma epidemia. Vamos ter um aporte grande casos em junho e o ápice em julho, durante o inverno.”

Segundo ele, a melhor maneira de prevenir a doença é a vacinação. “Temos de aumentar a cobertura nos grupos de risco, que está muito baixa”, observa Boulos. “Temos cobertura um pouco maior que 50% dos idosos, mas o porcentual de crianças vacinadas está em torno de 27%, o que é bem baixo. Não atingimos o nível desejado nem entre os profissionais de saúde.”

O índice mais baixo de vacinação, conforme o coordenador estadual, encontra-se entre as gestantes, em torno de 20%. “Há médicos que não indicam a vacinação para grávidas, o que nos parece um erro.” Conforme o coordenador, a secretaria ainda pretende continuar a vacinação na rede pública enquanto houver vacina – a campanha nacional termina no dia 1º.

Neste ano, o Instituto Butantã enviou 60 milhões de doses ao Ministério da Saúde para serem usadas em todo o Brasil. Considerando os dados do ministério até ontem, ainda falta imunizar 28,4 milhões de pessoas – de um público-alvo inicial de 54,4 milhões.

Necessidade.

 A vacina previne contra os vírus influenza A (H1N1), A (H3N2) e B. “A vacinação é fundamental para evitar as complicações decorrentes da gripe, que podem se tornar muito graves.”, diz Boulos. Ele destaca que a vacina não provoca gripe em quem a toma, pois é feita com fragmentos do vírus, que apenas protegem o organismo contra a doença.

Celso Granato, professor de infectologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), explica que é importante que a imunização seja feita anualmente, uma vez que os subtipos dos vírus da gripe mudam – os diferentes causadores circulam pelo mundo e sofrem mutações com frequência.

No inverno mais recente dos Estados Unidos, o H3N2 infectou mais de 47 mil pessoas e provocou diversas mortes, principalmente de crianças e idosos. “A princípio, nós não estamos correndo o mesmo risco dos americanos porque a nossa vacina foi preparada após a mutação desse vírus e a deles, não. Nós não teremos problemas, mas desde que haja vacinação”, diz Granato.

O especialista ressalta que a cobertura vacinal no Brasil não costuma ser muito alta, e ele teme que a preocupação com a vacina da febre amarela tenha interferência no comportamento. “As pessoas estavam preocupadas com os efeitos colaterais.” Na prática, porém, a resistência à vacinação continua.

As chances de contrair o vírus são iguais para todos, mas as complicações atingem mais as crianças e os idosos. “Crianças com menos de 2 anos não têm memória imunológica, ou seja, não têm defesas que os adultos já adquiriram contra a gripe. Já os idosos podem ter complicações por causa de doenças crônicas”, completa Granato.

Crianças são principais fontes de transmissão do vírus da gripe

Conforme estudos internacionais, sobretudo americanos, uma pessoa infectada pelo influenza é capaz de transmitir o vírus para até dois contatos não imunes. As crianças entre 1 e 5 anos são as principais fontes de transmissão dos vírus na família e na comunidade – e podem espalhar a doença por até três semanas. Recentemente, comprovou-se que os vírus sobrevivem em diversas superfícies (madeira, aço e tecidos) por entre 8 e 48 horas RD – Repórter Diário

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Nivaldo José

Jornalista e Radialista com mais de 25 anos de experiência em veículos de comunicação/Rádios em Bauru. Tenho como objetivo oferecer um serviço de conteúdo com responsabilidade priorizando sempre a verdade dos fatos. A credibilidade adquirida nesse período também me compromete com as fontes de informação, o que garante a qualidade do meu trabalho.

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