
Política partidária não é ciência exata e sempre está sujeita a mutações, principalmente quando se trata de coligações para a disputa de cargos majoritários e claro, as agremiações que não possuem candidato e dispõem de TV e Rádio, ficam a cavaleiros neste período, aguardando e discutindo as propostas. Hoje o DEM namora tanto com Márcio França do PSB como com João Dória do PSDB, e claro fica que o noivo que oferecer o melhor dote, fica com a pretendida.
Nos bastidores dizem que tanto um como outro candidato a governador, já ofereceu a vice governadoria para Rodrigo Garcia, o expoente máximo dos Democratas no Estado. Nas últimas horas, correm nos bastidores que o DEM estaria tentado a fechar com Doria, somando forças com PSDB, PSD e PRB.
De outro lado, Márcio França já contabiliza o apoio de mais de 12 partidos, em torno de sua candidatura, com destaque para o PTB, PR, Solidariedade além do próprio PSB.
Se a nível estadual, as coisas caminham para solução, com as candidaturas conseguindo arregimentar apoios partidários, e solidificando suas pretensões, o mesmo não podemos dizer a respeito da sucessão presidencial, onde o PSDB de Geraldo Alckmin namora ostensivamente com o PMDB de Michel Temer, que indicaria o ex-ministro Henrique Meirelles para a vice presidência.
Questão de unidade ideológica, ou de pragmatismo político em busca de melhores condições de campanha, tempo de radio e TV, etc…
O que se passa por trás destas tratativas, de composições e alianças, entre segmentos diversos e de notória diversidade pontual e ideológica, os simples mortais somente terão conhecimento, caso alguém se sinta prejudicado no futuro e coloque a boca no trombone.
Uma coisa é certa: estas coligações não são fechadas por afinidade de pensamentos e sim, em com base em participações futuras no governo, da chapa vencedora. Assim foi até hoje e assim continuará sendo, por um bom tempo, enquanto não ocorrer uma profunda reforma política.
Antonio Pedroso Junior, o Chinelo
