Cerca de 13,3 milhões de brasileiros, o equivalente a apenas 6,3% da população, já realizaram teste para diagnosticar a Covid-19 até julho. Os dados são da Pnad Covid, divulgada ontem, quinta-feira (20) pelo IBGE.
Foi a primeira vez que o IBGE perguntou sobre testes para a Covid-19 dentro da pesquisa realizada semanalmente para medir o impacto na pandemia na vida dos brasileiros. Do total de brasileiros testados, 2,7 milhões, ou seja, 20,4% do total, tiveram o resultado positivo.
Isso significa que de cada cinco pessoas que fizeram testes, ao menos uma teve a infecção confirmada. A pesquisa contempla o exame com material coletado na boca e nariz com o cotonete (Swab nasal/RT-PCR), o teste rápido com sangue coletado por um furo no dedo e o exame sorológico com sangue retirado da veia do braço.
Segundo Maria Lucia Vieira, coordenadora da pesquisa do IBGE, os dados indicam que homens e mulheres fizeram o exame de Covid-19 na mesma proporção, mas ele foi mais frequente entre pessoas com idade entre 30 e 59 anos. Nessa faixa etária, 9,1% já foram testados.
Os dados apontam uma desigualdade no acesso aos testes. Entre os 10% mais ricos, 14,4% já fizeram o teste. Entre os 10% mais pobres do país, esse percentual cai para 3,5%. A pesquisa também constatou que 47,2 milhões de pessoas tinham alguma comorbidade que pode agravar o quadro clínico de um paciente com a Covid-19.
A doença mais frequente foi a hipertensão, relatada por 12,8% dos brasileiros. As outras foram asma, bronquite ou enfisema pulmonar (5,7%); diabetes (5,3%); depressão (3%); cardiopatias (2,7%) e câncer (1,1%).
Ainda segundo o levantamento do IBGE, 49,2 milhões de pessoas, o equivalente a 23% da população, consideram que cumpriram as medidas de distanciamento social rigorosamente. No entanto, 4,1 milhões declararam que não tomaram nenhuma medida restritiva. EXTRA/G1
