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Provas de irregularidade no MPF

by nevadaduartina agosto 1, 2020 No Comments
Terminou em discussão uma reunião do Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF), realizada por videoconferência ontem, sexta-feira (31). Em um discurso forte, sem poupar nomes e alegando ter provas contra irregularidades, o procurador-geral da República, Augusto Aras, acusou colegas de criarem fake news contra ele e de fazerem oposição a sua gestão.
O procurador-geral afirmou que tem provas em relação a acusações que fez sobre eventuais irregularidades nas equipes que integram a operação Lava-Jato e disse esperar que os órgãos competentes atuem e encontrem os envolvidos.
“Coragem nunca me faltou, e neste sentido, quero começar a dizer ao conselheiro Nicolao Dino, pessoa que eu sempre tive excelente relacionamento profissional e pessoal, que não me dirigi em um evento acadêmico, se não pautado em fatos e provas.
Fatos que se encontram sob investigação na corregedoria e no Conselho Nacional do Ministério Público. Cabe a eles, apurarem a verdade, a extensão, a profundidade e os autores, e os coautores e o participes. Me acostumei e falar com provas, e tenho provas. E essas provas estão depositadas em órgãos competentes”, disse Aras.
Ele subiu o tom após uma carta ser lida pelo procurador Nicolao Dino. No texto, assinado pelos subprocuradores Nicolau Dino, Nívio de Freitas Silva Filho, José Adonis Callou de Sá e Luiza Cristina Fonseca Frischeinsen, as declarações de Aras contra a Lava-Jato são rebatidas.
“A fala de S. Exa. (Augusto Aras) não constrói e em nada contribui para o que denominou de “correção de rumos”. Por isso, não se pode deixar de lamentar o resultado negativo para a Instituição como um todo – expressando, por que não dizer, nossa perplexidade –, principalmente por se tratar de graves afirmações articuladas por seu Chefe, que a representa perante a sociedade e os demais órgãos de Estado”, dz um trecho da carta.
Aras afirmou que informações falsas sobre ele foram publicadas na imprensa e criticou entrevistas de procuradores nos jornais. “Existe a peçonha da covardia de não mostrar a cara, mostrar a sua assinatura. Todas as matérias que saem na imprensa, é um procurador ou procuradora que passa.
O anonimato, mais que inconstitucional e ilegal, é covarde. Eu não tenho receio de desagradar”, completou. Ao terminar sua fala, mesmo diante do pedido dos demais integrantes do conselho para se manifestarem, Aras encerrou a sessão.
“Doutor Nicolau, o senhor não vai gostar de ver uma fake news sobre sua família. Muito menos a doutora Luiza, que talvez não tenha família, ou talvez tenha”, disse ele se referindo aos colegas que estavam na reunião. Por fim, o chefe do Ministério Público afirmou que vai dedicar o resto de seu mandato para corrigir irregularidades.
“Me faltam 14 meses, e eu prometo a vocês que vou cumprir meu dever. Não vou deixar nenhuma irregularidade ou aparelhamento prevalecer. Falo em nome próprio e falarei sempre em nome próprio, não preciso de escudos”, concluiu, deixando a sala onde era realizada a transmissão. Correio Braziliense
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Nivaldo José

Jornalista e Radialista com mais de 25 anos de experiência em veículos de comunicação/Rádios em Bauru. Tenho como objetivo oferecer um serviço de conteúdo com responsabilidade priorizando sempre a verdade dos fatos. A credibilidade adquirida nesse período também me compromete com as fontes de informação, o que garante a qualidade do meu trabalho.

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