Após aguardar cerca de nove meses por um diagnóstico, uma idosa de 69 anos teve um tumor de aproximadamente 12 centímetros, considerado ‘gigante’ por especialistas, retirado em um procedimento cirúrgico. Moradora de São Vicente, no litoral de São Paulo, a paciente sofria com fortes dores causadas pelo tumor.
Ao G1, a filha da aposentada Vera Lucia Cardoso da Silva, que prefere não se identificar, afirmou que a operação aconteceu ontem, sábado (25) e que, conforme informado pelos médicos, o procedimento, realizado no Hospital Municipal de Cubatão, foi bem sucedido. “Ela foi muito bem tratada e agora a expectativa é de melhora”.
“Os médicos disseram que a cirurgia foi melhor que o esperado, porque o tumor era muito grande. Agora, eles vão mandar para biópsia, para saber que tipo de acompanhamento ela vai ter. Esses médicos caíram do céu”, comemora a filha.
Um dos responsáveis pelo acompanhamento da idosa, o urologista Fabio Atz explica que, após avaliar o estado de saúde de Lucia, agendou a cirurgia no dia 17 de julho. “Apesar do estado de saúde, vi que ela tinha condições para passar por essa cirurgia, e logo agendamos”.
Durante o procedimento, os médicos fizeram a retirada de todo o rim direito da idosa que, segundo Fabio, envolvia o tumor. O material, então, foi encaminhado para análise de biópsia, a fim de que a equipe possa constatar a presença ou não de doenças como câncer.
“A princípio, vimos que o tumor não tinha afetado nenhum outro órgão próximo ao rim. Com o resultado da biópsia, vamos confirmar o diagnóstico dela e, assim, saber como agir”, afirma o especialista. Segundo Fábio, o procedimento foi coordenado pela equipe de uro-oncologia do Hospital de Cubatão.
Relembre o caso
Vera Lucia passou a receber acompanhamento médico em outubro de 2019, quando a urina apresentou sangramento. “A primeira urina do dia saía com muito sangue, parecia que estava tendo uma hemorragia. Depois da segunda ou terceira, já parava”, explica a filha.
Ela relata que, antes de apresentar sintomas, a mãe já era acompanhada por um nefrologista, pois apresentava algumas deficiências no funcionamento do órgão. A idosa passou a ser medicada com antibióticos, que provocaram uma pausa nos sangramentos. No entanto, com o fim da medicação, os sangramentos voltavam, conforme explica a filha.
A família decidiu levar a idosa novamente para atendimento médico, desta vez em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Santos. Após ficar 24 horas sem urinar, necessitar de sonda e passar por um novo protocolo medicamentoso, um clínico pediu o ultrassom dos rins, que mostrou a presença do tumor no rim direito. Uma ressonância magnética também reforçou o diagnóstico.
Na ocasião, a filha de Vera Lucia contou que, como a mulher não passou por uma biópsia, um dos médicos que atendeu a idosa não conseguiu confirmar se era câncer, no entanto, durante a consulta, ele afirmou que havia uma grande suspeita de que fosse um tumor maligno.
A partir disso, a aposentada passou a buscar por uma consulta com um oncologista, por meses, para ser encaminhada a um tratamento que a ajudasse a sobreviver. A filha contou que, em fevereiro, a mulher foi inserida na Central de Regulação de Oferta de Serviço de Saúde (Cross) para conseguir uma consulta com um oncologista, e que chegou até a entrar com um pedido na Defensoria Pública para tentar agilizar o processo.
Em junho, a idosa passou por um nova consulta com um urologista no Hospital Municipal de Cubatão, que considerou a necessidade de um procedimento cirúrgico para fazer a retirada do rim e, provavelmente, parte do intestino. No entanto, após os resultados do exame pré-operatório, o médico decidiu encaminhá-la novamente para um oncologista.
Na ocasião, a filha de Vera Lucia contou que, como a mulher não passou por uma biópsia, um dos médicos que atendeu a idosa não conseguiu confirmar se era câncer, no entanto, durante a consulta, ele afirmou que havia uma grande suspeita de que fosse um tumor maligno.
A partir disso, a aposentada passou a buscar por uma consulta com um oncologista, por meses, para ser encaminhada a um tratamento que a ajudasse a sobreviver. A filha contou que, em fevereiro, a mulher foi inserida na Central de Regulação de Oferta de Serviço de Saúde (Cross) para conseguir uma consulta com um oncologista, e que chegou até a entrar com um pedido na Defensoria Pública para tentar agilizar o processo.
Em junho, a idosa passou por um nova consulta com um urologista no Hospital Municipal de Cubatão, que considerou a necessidade de um procedimento cirúrgico para fazer a retirada do rim e, provavelmente, parte do intestino. No entanto, após os resultados do exame pré-operatório, o médico decidiu encaminhá-la novamente para um oncologista.
Ainda na ocasião, Fabio Atz explicou que, basicamente, existem dois tipos diferentes de tumores no órgão: o tumor de tecido renal e o de via urinária, ligado a condições genéticas e outro associado ao tabagismo, cálculos e doenças ocupacionais, respectivamente. A maior parte dos tumores ocorre no tecido renal e é mais comum na fase adulta e terceira idade, segundo o especialista. VIVER BEM/G1
