Dez contas do Partido dos Trabalhadores no Whatsapp foram suspensas por violarem os termos de serviço do aplicativo e estarem operando de forma automatizada. O bloqueio aconteceu no dia 25 de julho e até agora elas seguem inoperantes.
Os perfis são administrados pela empresa Lead Whats, que em seu site oferecia o serviço de gestão e automatização do WhatsApp para Empresas. Atualmente a página está fora do ar.
O Whatsapp informou que o aplicativo não foi projetado para enviar mensagens em massa e é capaz de detectar essas práticas. Todo mês, mais de dois milhões de contas são banidas globalmente.
“Continuaremos a banir contas usadas para enviar mensagens em massa ou automatizadas e avaliaremos mais profundamente as nossas opções legais contra empresas que oferecem esses serviços, como fizemos no passado no Brasil” infirmou o porta-voz. O PT alega não ter sido informado do motivo da suspensão das contas.
Gleisi Hoffmann
Um levantamento do site O Antagonista, divulgado hoje, quarta-feira (08), mostra que a deputada federal e presidente do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann (PT-PR), usou parte de sua cota parlamentar para pagar a empresa Lead Whats.
Segundo a prestação de contas da Câmara dos Deputados, os pagamentos são mensais, no valor de R$ 1,7 mil. Desde abril de 2019, quando foi identificado o primeiro repasse, já somam R$ 19,5 mil. As notas fiscais estão apresentadas como ‘Divulgação da Atividade Parlamentar, em nome da razão social da empresa, Bosa Serviços de Apoio Administrativo LTDA.
A assessoria do PT informou que o contrato com a empresa de disparo de whatsapp através do gabinete de Gleisi Hoffmann é referente a uma conta que divulga as ações de seu mandato na Câmara. O perfil, que também chegou a ser suspenso mas já está novamente em operação, conta com 7 mil pessoas cadastradas de forma voluntária. O GLOBO
