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Com aumento nos gastos

by nevadaduartina junho 30, 2020 No Comments

A dívida pública brasileira atingiu R$ 5,9 trilhões em maio com os gastos extras causados pela pandemia. Esse nível equivale a 81,9% do PIB, o maior resultado da série histórica do Banco Central, iniciado em dezembro de 2006. Os números foram divulgados nesta terça-feira pelo BC.

A estatística considera a dívida pública bruta do governo geral, que compreende o governo federal, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e os governos estaduais e municipais. A dívida é acompanhada de perto pelo mercado financeiro para medir a capacidade do país de pagar suas dívidas, o nível de solvência.

O endividamento do país vem acelerando desde o início da pandemia. Em março, a dívida cresceu 1,7 ponto percentual, seguida de um novo crescimento em abril de 1,3 ponto percentual. Em maio, a taxa de crescimento foi de 2,1 pontos percentuais. Para uma comparação, em fevereiro, quando a pandemia ainda não tinha impactado no país, a taxa de crescimento da dívida era de 0,4 ponto percentual.

Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, ressalta que o patamar da dívida está “elevado” e espera uma estabilidade para 2021. Para uma redução, reformas estruturantes seriam necessárias, aponta. Além disso, um cenário internacional favorável também auxiliaria na recuperação.

— Um trabalho árduo do governo de realizar reformas estruturais, principalmente adminsitrativo abre perspectivas boas para os próximos anos.

O aumento no endividamento é decorrente do crescimento das despesas do governo com medidas de combate à crise causada pela Covid-19. Sem recursos, o governo emite títulos de dívida para o mercado. Dessa maneira, ele recolhe recursos para financiar ações como investimentos em hospitais ou o pagamento do auxílio emergencial.

Segundo os dados divulgados pelo Banco Central, o aumento da relação entre dívida e PIB decorreu, principalmente, das emissões de título de dívida, mas também sofreu efeito da variação do PIB para baixo e da incorporação dos juros nominais.

No ano, a relação entre dívida e PIB já subiu 6,1 pontos percentuais, também principalmente pelo aumento no endividamento, dos juros e da desvalorização cambial acumulada.

A dívida bruta, apesar de crescente, tem um custo decrescente, muito por conta da redução da inflação e da taxa de juros nos últimos anos. A chamada taxa implícita, que considera os ativos e passivos do governo, fechou maio em 6,7% ao ano, menor leitura desde o início da série em dezembro de 2007.

Maior déficit da série histórica

Também devido aos efeitos da pandemia, as contas públicas brasileiras fecharam maio com déficit de R$ 131,4 bilhões, superando abril como o maior déficit da série histórica do Banco Central, que se iniciou em dezembro de 2001. O número, que exclui os gastos com juros da dívida, é referente ao chamado setor público consolidado, que engloba União, estados, municípios e empresas estatais.

A maior parte do resultado decorre do déficit no governo central, de R$ 127,1 bilhões. Os governos regionais contribuíram com um resultado negativo de R$ 4,8 bilhões. Já as empresas estatais registraram superávit de R$ 422 milhões.

Medido em 12 meses, o déficit primário é de 3,91% do PIB, maior da série histórica iniciada em 2002. A essa conta, que capta basicamente a diferença entre receitas e despesas do governo, soma-se um gasto de 4,91% do PIB com o pagamento de juro da dívida. Com isso, chegamos a um déficit nominal de 8,82% do PIB, maior leitura desde o fim de 2017.

O aumento do déficit nominal capta, basicamente, a piora do resultado primário do governo, já que a conta de juros têm apresentado redução acompanhando a queda da taxa Selic, principal indexador da dívida do governo. Para dar uma base de comparação, o gasto com juro chegou a beirar os 9% como começo de 2016. O GLOBO

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Nivaldo José

Jornalista e Radialista com mais de 25 anos de experiência em veículos de comunicação/Rádios em Bauru. Tenho como objetivo oferecer um serviço de conteúdo com responsabilidade priorizando sempre a verdade dos fatos. A credibilidade adquirida nesse período também me compromete com as fontes de informação, o que garante a qualidade do meu trabalho.

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