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Em três meses de pandemia

by nevadaduartina junho 29, 2020 No Comments

A crise do coronavírus resultou no fechamento de 1.487.425 vagas formais de trabalho, segundo dados divulgados hoje, segunda-feira (29), pelo Ministério da Economia. Só em maio, a perda de postos de emprego com carteira assinada chegou a 331.901.

O saldo negativo, no entanto, ficou abaixo do registrado em abril, quando as demissões superaram contratações em 902.841. Os dados correspondem ao saldo entre admissões e demissões e fazem parte do chamado Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), baseado nas informações enviadas pelos empregadores ao governo.

Queda nas admissões impacta dados de maio

O saldo de maio foi influenciado principalmente pelo ritmo mais fraco de admissões, quando comparado ao mesmo período do ano passado. As contratações somaram 703.921, recuo de 48% frente ao registrado em maio de 2019: 1.347.304.

Já as demissões chegaram a cair no período, registrando 1.035.822, recuo de 21% frente às 1.315.164 contabilizadas em maio do ano passado.

Abril foi ponto mais crítico

Apesar do resultado negativo, o balanço de maio representou uma recuperação em relação ao mês anterior, considerado pela equipe econômica o ponto mais crítico da crise econômica causada pela pandemia. — O primeiro ponto a se enfatizar é a clara reação do mercado de trabalho.

O Brasil tem evitado demissões, tem preservado postos de trabalho e a economia está reagindo — avaliou o secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco. O secretário acrescentou que as perdas de vagas são preocupantes, mas reforçou a percepção de que há uma recuperação da atividade econômica:

— Obviamente, qualquer emprego que é perdido não pode ser tido como algo positivo. No entanto, temos que deixar claro esse fator que nos parece auspicioso, que nos dá muita esperança, que é a reação clara da economia neste mês de maio, em comparação com os dados do mês de abril.

Na semana passada, a pasta informou que os pedidos de seguro-desemprego — outro indicador sobre a situação do mercado — somaram 3,64 milhões entre janeiro e a primeira quinzena de junho, o que representa uma alta de 14,2% em relação ao mesmo período do ano passado.

Só agricultura tem saldo positivo

No acumulado entre janeiro e maio, as perdas de vagas chegam a 1.156.785. Desse total, a maior parte foi registrada no comércio, com perda de 446.584.

O setor de serviços — o maior da economia — foi o segundo que mais fechou postos. As demissões superaram as contratações em 442.580. Só a agricultura registra saldo positivo, de 25.430 vagas.

Redução de jornada e suspensão: 11,6 milhões

O governo divulgou ainda dados atualizados sobre os acordos de suspensão de contrato e redução de jornada de trabalho, com cortes de salários. Até sexta-feira passada, haviam sido firmados 11.698.243 acordos desse tipo. A maior parte (43% do total) foram de suspensão temporária dos contratos.

O Congresso aprovou a nova versão da medida provisória (MP) 936, que autoriza esses acordos. O texto, no entanto, ainda não foi sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro. O GLOBO
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Nivaldo José

Jornalista e Radialista com mais de 25 anos de experiência em veículos de comunicação/Rádios em Bauru. Tenho como objetivo oferecer um serviço de conteúdo com responsabilidade priorizando sempre a verdade dos fatos. A credibilidade adquirida nesse período também me compromete com as fontes de informação, o que garante a qualidade do meu trabalho.

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