A partir de amanhã, quarta-feira (24), bares, restaurantes e lanchonetes voltam a ter o consumo no local proibido. E as academias, que até então podiam atender pessoas com prescrição médica, não estão mais autorizadas a abrir ao público.
Estas são as principais restrições do decreto municipal publicado na noite desta segunda (22), que visa frear o aumento de casos da Covid-19. O documento gerou reclamações de representantes destes setores, que foram os mais afetados pelas novas regras (veja a lista completa de mudanças no quadro).
Para Carlos Roberto Momesso, presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Bauru Região, a medida é ineficaz. “Se tem uma categoria que cumpre à risca a legislação sanitária é a nossa. Não é restringindo restaurantes e comércio de bebidas que a epidemia será combatida.
Isso só acontecerá quando houver a imunização de rebanho. A quarentena com fechamentos é ineficaz, ela precisa é valer apenas para os grupos de risco”, defende Momesso, elencando que o delivery e drive thru, que estão permitidos, não representam nem 40% das vendas.
Impressão parecida sobre o decreto é compartilhada por Gabriel Protti, educador físico e sócio de uma das maiores academias da cidade. Ele, que foi porta-voz de um evento na última semana pedindo a reabertura do setor, acredita que a proibição pode forçar a clandestinidade.
“A academia foi considerada como essencial em decreto sancionado pelo presidente da República. Qual o sentido em mantê-la fechada se lojas, igrejas e mercados podem abrir? A academia ajuda na manutenção da saúde das pessoas”, avalia.
“Tem personal levando alunos para atividades ao ar livre em locais públicos, mas o controle e limpeza seriam melhores dentro das academias”, completa.
MEDIDAS E JUSTIFICATIVA
O decreto parte de uma nova modelação da zona laranja do Plano São Paulo. Assinado por 42 cidades, o Pacto Regional, que deu origem à legislação, tem regras adaptadas e menos rígidas do que as estaduais.
Pelo plano, os salões de beleza deveriam fechar, mas o pacto permitirá que eles atendam com restrições. O comércio também teria que reduzir de 6 para 4 horas o atendimento ao público, mas Gazzetta negociou manter o horário e proibir o atendimento presencial aos finais de semana.
O novo decreto prevê ainda que os supermercados fechem ao público aos finais de semana e feriados entre 23h e 5h. Padarias, mercearias e lojas de venda de bebidas também não podem atender as pessoas entre 23h e 5h. “A ideia é que a cidade praticamente feche aos finais de semana, a partir das 23h de sexta. Iremos evitar a venda de bebidas e, assim, as festas. Com isso, a circulação do vírus deve reduzir”, avalia o prefeito. JCNET
