Eduardo Pazuello interveio na Superintendência do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro, escolheu o coronel da reserva George da Silva Divério para o cargo de superintendente e rebaixou dois indicados de Flávio Bolsonaro, atualmente no comando da pasta no estado. A mudança representa uma perda de espaço de Flávio no governo, em meio ao avanço das investigações do caso Queiroz e à aproximação do pico da pandemia.
As mudanças foram anunciadas por Pazuello no Rio de Janeiro, numa dura reunião na sexta-feira com os dois rebaixados, e detalhadas no sábado, em outro encontro, desta vez com os diretores dos hospitais federais e institutos de saúde.
A nomeação de Divério já tramita no sistema interno do Ministério da Saúde, bem como a mudança de cargos de Jonas Roza, atual superintendente, e Marcelo Lamberti, diretor de programas. Os dois chegaram ao cargo com a chancela do filho mais velho de Jair Bolsonaro.
Roza será exonerado do cargo de superintendente, e pode cair para cima: foi convidado para um cargo em Brasília, caso ele deseje permanecer no Ministério da Saúde. Pazuello foi direto na reunião e disse que Roza, embora tenha bom currículo, não teria, na visão do ministro, perfil para o cargo de superintendente. Lamberti deixa a Diretoria de Programas e vai integrar a equipe de Divério.
A atuação dos hospitais federais do Rio de Janeiro no enfrentamento à pandemia vem sendo muito criticada por especialistas, por contribuir pouco e de maneira desorganizada com as secretarias estaduais e municipais na articulação do SUS.Na tentativa de corrigir isso, a formatação do Ministério da Saúde no estado também irá mudar.
O novo superintendente será chefe direto dos seis diretores dos hospitais federais (Andaraí, Bonsucesso, Cardoso Fontes, Ipanema, Lagoa, Servidores do Estado) e dos três dos institutos federais (Instituto Nacional de Câncer, Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia e Instituto Nacional de Cardiologia). Pazuello decidiu que nenhum dos diretores das nove unidades será trocado neste momento. ÉPOCA
