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A transformação de um hospital

by nevadaduartina junho 21, 2020 No Comments

Referência pública no tratamento da Covid-19 para 38 cidades, o Hospital Estadual (HE) de Bauru vive transformações complexas de reengenharia e rotina médica para enfrentar a guerra contra o novo coronavírus. Três meses de pandemia bastaram para que um terço da unidade se voltasse toda para combater a doença.

Hoje, três dos sete pavimentos do HE estão praticamente tomados pelo combate à Covid. A reportagem do JC foi até a unidade nos últimos dias e, recebida pela diretora do hospital, Deborah Maciel Cavalcanti Rosa, pôde conhecer, pela primeira vez, o espaço modificado.

Como a Covid-19 não pode coexistir com outras doenças, um plano de contingência foi colocado em prática, em março, pela diretoria. O cancelamento das cirurgias eletivas fez parte do processo de esvaziamento.

Atualmente, o HE está na terceira etapa deste plano, medida que possibilitou que 113 do total de 340 leitos fossem direcionados só para o coronavírus. Atualmente, a unidade possui 74 leitos de enfermaria e 39 de UTI para pacientes com a doença.

MUDANÇAS

A primeira ala a receber pacientes da doença no HE foi a Unidade Coronariana, no segundo andar. O fato de os leitos de UTI serem fechados com divisórias, possibilitando isolamento, foi decisivo. Com isso, o serviço em questão foi transferido para o Hospital de Base (HB).

Na sequência, a Unidade de Queimados, que também ficava no segundo andar e tem UTIs e enfermarias, passou por desocupação para atender Covid-19. A estratégia garantiu, na época, 13 leitos de UTI e 31 e enfermaria para combater a doença no HE.

Deborah Rosa conta que a ocupação dos leitos em questão chegou a 70% rapidamente, o que fez com que a segunda etapa do plano de contingência fosse colocada em prática. Nela, a UTI Geral Adulta, localizada no primeiro andar, foi transferida e passou a abrigar pacientes graves da Covid-19, aumentando as UTIs da doença para 29.

Hoje, a UTI Geral Adulta do HE funciona no Centro Cirúrgico Ambulatorial, que precisou ter adaptação dos leitos. “É um local que era usado para pequenas cirurgias de olhos, pele, entre outros”, explica a diretora. “Agora, este serviço foi inviabilizado, em detrimento da Covid-19, mas acredito que será algo temporário”, acrescenta.

Em outra fase do plano, a UTI Pediátrica, que ficava no primeiro andar, também foi transferida. Agora, o serviço funciona no Centro de Terapia Intensivo (CTI), no subsolo.

CORTINAS E ISOLAMENTO

As transformações das UTIs do primeiro andar, tanto a Geral quanto a Pediátrica, contudo, demandaram adequações físicas. Os leitos tinham apenas distanciamento e meia parede entre si. Cortinas de lona e plástico foram instaladas ao redor de cada cama para garantir o isolamento.

“Quando um paciente é intubado, os riscos de aerossóis serem gerados são grandes. Por isso, trabalhamos como se o vírus já estivesse no ar. Temos poucas salas com pressão negativa, que é o isolamento perfeito. Então, utilizamos barreiras físicas, como cortinas e divisórias, preconizadas pela Anvisa, para isolar.

Muitos hospitais de campanha trabalham só com o distanciamento de 2 metros entre leitos” , comenta a médica. Os leitos do local são monitorizados por uma central computadorizada.

3.º ANDAR E EXPECTATIVA

Ainda na terceira etapa do plano de contingência, o HE esvaziou as enfermarias de sua Clínica Médica no terceiro andar do prédio. Conforme o JC publicou, a medida ocorreu após vários dias de superlotação nas 31 enfermarias. A ala foi toda preparada e isolada com cuidados, já que possui, do outro lado do prédio, enfermarias da Pediatria ainda ativas.

A expectativa, agora, é de que ocorra a abertura do Hospital das Clínicas (HC) para que o HE não precise colocar uma quarta etapa do plano de contingência em prática, desativando esta ala, que atende crianças vítimas de outras patologia

‘No limite’

A diretora do HE, Deborah Maciel Cavalcanti Rosa, revela que o local chegou ao limite físico de ampliação. Mais leitos de UTIs só são possíveis se mais enfermarias comuns forem readaptadas para a Covid-19.

A transformação até pode ocorrer, porque todos os leitos do HE possuem rede de gases, porém, a disposição da UTI em quartos pode significar mais risco aos pacientes em razão de ter o monitoramento prejudicado, além de demandar mais contratação de funcionários.

A esperança é de que o HC abra e possibilite a transferência de parte das enfermarias de Covid do Hospital Estadual, para que os 17 novos respiradores enviados pelo Estado sejam instalados sem a necessidade de diminuir o atendimento a outras especialidades.

“Com reengenharia, conseguimos ampliar nosso total de leitos do de 330 para 340, mas isso ocorreu em detrimento do Centro Cirúrgico Ambulatorial. O restante foi possível após um rearranjo complexo”, comenta a médica.

Relações ganharam mais humanização

As mudanças estruturais e na rotina do Hospital Estadual também têm transformado relações humanas por lá. Desde 20 de março, quando as visitas e acompanhantes foram proibidos, as famílias obtêm notícias sobre o estado de saúde de seus entes por meio de boletins preenchidos por médicos.

Sensibilizados, muitos profissionais têm caprichado nas letras e também mandado recados de apoio e carinho para as famílias, além de detalhar o dia a dia do paciente. As psicólogas do hospital também estão empenhadas em levar mais conforto aos doentes. Uma vez por dia, elas possibilitam ligações deles para familiares, por meio de tablets.

A luta silenciosa e solitária pela vida

“As cinco alas da doença no prédio são separadas do restante do hospital com duas ou três portas. E os avisos pregados nelas são claros: ambientes isolados e para equipes autorizadas. Os níveis de preocupação e risco ficam ainda mais claros logo ao passar pela primeira porta. Não só pacientes, mas as equipes que atendem a doença ficam restritas ao espaço.

Banheiros ganharam chuveiros. As salas, antes destinadas aos acompanhantes, têm armários e vestiários hoje. Sem o banho, ninguém deixa o isolamento. Nas enfermarias, embora a grande ocupação, o silêncio paira nos corredores quase como um anúncio de que ali os acompanhantes estão proibidos. Árdua e solitária é a luta pela vida dos ali internados.

Já nas UTIs, os poucos pacientes com olhos abertos vagam olhares distraídos como se tentassem enxergar algo além da cortina de plástico ao seu redor. Sem grandes distrações, os leitos são tomados pelos bipes dos aparelhos, que também soam como o som da esperança no local.

Vez ou outra no dia, um alento. Considerados ‘anjos’ assim como as equipes médicas, psicólogos visitam os leitos possibilitando ligações entre os pacientes acordados e seus familiares, humanização descrita, por unanimidade dos médicos, como um dos melhores remédios na internação”. JCNET

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Nivaldo José

Jornalista e Radialista com mais de 25 anos de experiência em veículos de comunicação/Rádios em Bauru. Tenho como objetivo oferecer um serviço de conteúdo com responsabilidade priorizando sempre a verdade dos fatos. A credibilidade adquirida nesse período também me compromete com as fontes de informação, o que garante a qualidade do meu trabalho.

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