A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou pedido de habeas corpus impetrado pela defesa da extremista Sara Giromini para tirá-la da prisão – a íntegra da decisão da ministra não foi divulgada.
Apontada como chefe de um grupo de extrema-direita que apoia o presidente Jair Bolsonaro, ela está presa desde segunda-feira (15) por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF. O ministro determinou a prisão como parte das investigações do inquérito – aberto a pedido da Procuradoria Geral da República – que apura a organização e o financiamento de atos antidemocráticos.
A prisão é temporária – tem prazo de cinco dias e pode ser renovada pelo mesmo período. A extremista foi transferida da Superintendência da Polícia Federal para um presídio feminino em Brasília na quarta-feira (17).
Na terça (16), Sara Giromini e outros três presos foram levados para prestar depoimento, mas ficaram calados. A Polícia Federal ainda tenta prender outros dois integrantes do grupo que estão foragidos. Sara Giromini também é investigada em outro inquérito, que apura a produção e disseminação de fake news e ataques ao Supremo.
No fim de maio, quando foi alvo de uma ação da Polícia Federal nesse inquérito, ela gravou vídeo com insultos e ameaças ao ministro relator, Alexandre de Moraes. Foi denunciada pelo Ministério Público Federal por injúria e ameaça contra o ministro.
Ao STF, os advogados da extremista defenderam que a prisão é ilegal, uma vez que ela não teria foro privilegiado no STF, por exemplo. “Conforme demonstrado minuciosamente, não se vislumbra minimamente qualquer justificativa plausível para a prisão cautelar da paciente, uma vez que além de possuir endereço fixo, sequer foi indicado um crime tipificado”, afirmaram.
A defesa de Sara Giromini lamentou a transferência para o presídio antes que a Justiça analisasse o pedido de habeas corpus. Segundo o advogado, Sara Giromini tem sofrido ameaças de morte de dentro do presídio. Ele também disse que ainda não teve acesso aos autos sobre os motivos da prisão. G1
