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Brasília, Rio e São Paulo

by nevadaduartina junho 7, 2020 No Comments

Manifestantes ocuparam a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, neste domingo, em dois atos simultâneos. Um grupo se posicionava a favor da democracia e contra o governo Jair Bolsonaro, além de defenderem o Sistema Único de Saúde (SUS) e criticarem a morte de pessoas negras.

O outro movimento tinha como objetivo defender o presidente. O mesmo aconteceu no Rio de Janeiro e em São Paulo. Em meio à pandemia do coronavírus, os grupos usam máscaras, porém, a despeito das recomendações das autoridades sanitárias, há aglomerações.

Além de cartazes criticando Bolsonaro, os manifestantes gritam pela sua saída da Presidência da República. Uma faixa defende: “Todos pela democracia”. Há também músicas como “ai, ai, ai, empurra o Bozo que ele cai”. Um grupo de enfermeiros carrega cruzes em homenagem aos colegas que morreram no combate à Covid-19.

Eles também pedem mais investimento no SUS. A exemplo dos protestos ocorridos na semana passada no Rio de Janeiro e em São Paulo, torcidas organizadas de times de futebol participam do ato.

Protestos passados

Nos últimos domingos, a Esplanada foi palco de protestos em defesa de Bolsonaro. O presidente, inclusive, tem participado dos atos, que também pedem o fechamento do Supremo Tribunal Federal (SF) e do Congresso. Hoje, domingo (07), em menor número, os defensores do presidente também fazem ato na Esplanada.

Eles rezam pelo país. Sustentam uma bandeira de Israel. Em um carro de som, os apoiadores do presidente gritam “Bolsonaro 2022”. Os dois grupos estão separados pela Polícia Militar. Um largo canteiro central também os dividem. O acesso à Praça dos Três Poderes está fechado. Os organizadores dos dois movimentos pedem que os manifestantes não entrem em brigas.

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, esteve na Esplanada. Pelo Twitter, ele disse que não participou dos movimentos. “Fui à Esplanada dos Ministérios agradecer aos integrantes das Forças de Segurança, pelo trabalho abnegado e competente que realizam, em prol de manifestações pacíficas. É atitude de camaradagem, comum entre nós, militares”, escreveu.

Depois da dispersão dos protestos, apoiadores de Bolsonaro foram à Praça dos Três Poderes. O acesso ao local foi liberado pela Polícia Militar do DF. Lá, manifestantes carregavam faixas contra o STF e o Congresso. Mensagens como “intervenção militar com Bolsonaro no poder presidente”; “fim dos comunistas no poder e no STF”; e “a favor dos 3 poderes: Exército, Marinha e Aeronáutica” foram exibidas.

Em um palanque, bolsonaristas discursaram contra a investigação sobre Fake News. Segundo um deles, “a ditadura já foi instaurada”. Outra manifestante saudou a presença de “lutadores de MMA” que participaram do ato para “proteger” aliados de Bolsonaro.

Críticas aos opositores

Ao longo da semana, Bolsonaro chamou os manifestantes da oposição de “terroristas”, “maconheiros” e “marginais”, e pediu para que seus apoiadores tentassem não ir às ruas neste domingo para evitar confrontos.  — Não é porque está escrito uma faixa escrito democracia que eles estão defendendo democracia.

Os caras estão ali fazendo papel deles, no meu entender, de terroristas — afirmou Bolsonaro durante live — No domingo, peço a todos os que nos seguem que não participem desse movimento. Que fiquem em casa. Deixem eles mostrar o que é democracia pra eles. Não estou torcendo pra ter quebra-quebra, mas a história nos diz que esses marginais de preto, com soco inglês, barra de ferro, queimam estações de trem

São Paulo

A Avenida Paulista amanheceu repleta de policiais, mas sem manifestantes. Na semana passada, o endereço – um dos símbolos da capital paulista – foi palco de confronto entre grupos antagônicos.

Por conta de uma decisão da Justiça, os grupos contrários ao governo Jair Bolsonaro decidiram fazer sua manifestação no início da tarde deste domingo, em outro endereço da capital, deixando a Avenida Paulista para os apoiadores do presidente.

O ato pró-Bolsonaro estava previsto para ter início às 11h. Uma grande quantidade de policiais e viaturas estão mobilizados por precaução.

POr volta das 12h30, um grupo de aproximadamente 40 pessoas, identificados como “Damas de Aço”, se reuniram perto da sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Raquel Rezende, um das lideranças, afirmou ser defensora do “ato patriótico”.

No entorno do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na mesma avenida, policiais revistavam pedestres. As estações de metrô permaneceram abertas, e a ciclovia tinha movimento intenso. De uma ponta à outra da avenida, policiais montados a cavalo patrulhavam as ruas.

Rio de Janeiro

A Praia de Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro, também reúne grupos contra e a favor ao governo de Jair Bolsonaro (sem partido) na manhã de hoje, domingo, com concentração desde às 8h. Os manifestantes com críticas ao presidente se concentram no posto 4 da orla com faixas pedindo justiça pela morte da deputada Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Já os apoiadores, vestindo camisetas e portando bandeiras do Brasil, se concentram no posto 5. Até o fim da manhã não houve registro de conflitos. A Polícia Militar está nos dois pontos de protesto.

A maioria dos jovens que se manifesta contra o presidente diz que participa do movimento antifacista e são integrantes da Casa Nem, que acolhe a comunidade LGBTQ+ em vulnerabilidade. Eles esperam chamar a atenção para o tema da violência sofrida.

— Estamos aqui para mostrar que aqui em Copacabana as vidas negras e LGBTQ+ importam. Essa é uma causa urgente — disse uma das líderes Indianara Siqueira. Mais inflamado e em número maior, o ato de apoio ao presidente Jair Bolsonaro integra a Marcha da Família pró Bolsonaro com Deus.

Eles gritam palavras de ordem contra o comunismo e o governador Wilson Witzel. Por volta de meio-dia, os manifestantes se dispersaram e uma parte começou a caminhar em direção ao Arpoador. Policiais de moto acompanham a caminhada para evitar o acesso às pistas dos carros.

— Democracia é respeitar o voto e estamos aqui para mostrar que queremos que nosso voto seja respeitado — disse uma das integrantes do movimento, que não quis se identificar para a equipe do GLOBO. O GLOBO

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Nivaldo José

Jornalista e Radialista com mais de 25 anos de experiência em veículos de comunicação/Rádios em Bauru. Tenho como objetivo oferecer um serviço de conteúdo com responsabilidade priorizando sempre a verdade dos fatos. A credibilidade adquirida nesse período também me compromete com as fontes de informação, o que garante a qualidade do meu trabalho.

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