O governo estadual informou, em coletiva que a região de Bauru registrou piora nos índices e pode retroceder da zona amarela para a laranja no cenário das flexibilizações. Um novo balanço com a possibilidade de reclassificação da região para fase mais restrita deve ser divulgado pelo Estado na próxima quarta (10).
O prefeito Clodoaldo Gazzetta diz que a piora não foi puxada pelo aumento de casos de Covid-19, mas sim por um novo critério estadual, que aglutinou mais 29 municípios no cenário epidemiológico da região de Bauru. Ele afirma que já tem acionado prefeitos dessas cidades para entender a situação e pedir colaboração.
Até então, o cenário epidemiológico de Bauru considerava 39 municípios da chamada Região Administrativa. São cidades que ficam entre Jaú, Bauru e Lins e que firmaram o Pacto Regional com a Prefeitura de Bauru nas últimas semanas.
Com a mudança proposta pelo Estado, toda a abrangência do Departamento Regional de Saúde de Bauru (DRS-6), responsável por 68 cidades, passa a ser considerada. O que significa a inclusão de municípios das regiões de Botucatu e Avaré.
“Tinha sido feita uma divisão, mas o Estado pediu para incluirmos todos os municípios da DRS na conta. Agora, vou ligar para cada um desses prefeitos para tentar colocá-los no nosso Pacto Regional e entender a situação das cidades com indicadores ruins para tentar ajudar e reverter”, ressalta Clodoaldo Gazzetta, que participou de videoconferência com alguns prefeitos ontem.
‘ATRAPALHOU A NOTA’
A primeira análise feita pelo Estado considera dados entre 26 de maio e 2 de junho. “Sozinha, a Região Administrativa de Bauru tem os indicadores adequados e está na fase 3, mas essas outras cidades estão com dados piores, o que atrapalhou a nossa nota”, analisa o prefeito de Bauru.
A avaliação epidemiológica do Estado é feita a cada sete dias pelo Centro de Contingência, considerando indicadores regionais. Os dados geram uma classificação que coloca as região em cinco cenários: zona vermelha (lockdown), zona laranja, zona amarela, zona verde e zona azul (normalidade).
SINAL AMARELO
Na zona em que a região de Bauru está hoje – a amarela -, os shoppings centers (com proibição de abertura das praças de alimentação), comércio de rua e serviços em geral podem funcionar com capacidade limitada a 40%, horário reduzido para 6 horas seguidas e adoção dos protocolos, como a proibição da prova de produtos.
Salões e barbearias estão liberados com hora marcada. E bares e restaurantes podem atender ao ar livre e com 10 clientes por vez.
Na zona laranja, prevista para a cidade se os indicadores regionais não melhorarem nos próximos dias, ficam proibidos: a abertura de bares e restaurantes para consumo local, salões de beleza e barbearias, academias de esportes em todas as modalidades e outras atividades que gerem aglomeração.
Os shoppings centers têm proibição de abertura também apenas das praças de alimentação nesta fase. O comércio de rua e serviços em geral podem funcionar com capacidade limitada a 20%, horário reduzido para 4 horas seguidas e adoção dos protocolos sanitários. No caso de Bauru, essas normas são previstas pelo Pacto Regional.
OUTRAS MELHORARAM
Além de Bauru, a região de Barretos também teve retrocesso na avaliação do governo do Estado. Por outro lado, houve melhora nas áreas da Baixada Santista, Taubaté e Registro.
Os critérios usados na análise do Estado são: média da taxa de ocupação de leitos de tratamento intensivo para Covid-19; número de leitos de UTI Covid-19 por 100 mil habitantes; e taxas de acréscimo ou decréscimo de casos confirmados, internações e mortes pela doença na comparação com a semana anterior. O município também realiza sua própria avaliação epidemiológica para balizar restrições locais.
Mesmo se Bauru retroceder para a zona laranja, a reabertura dos shoppings centers não ficará impedida na próxima segunda-feira (8), já que esses estabelecimentos também podem funcionar nesta fase. “Se retrocedermos para o cenário laranja, o que deve acontecer com os shoppings, assim como com o comércio em geral, é a redução do horário de atendimento ao público, de 6 para 4 horas diárias”, especifica Gazzetta. JCNET
