O estado de São Paulo deve alcançar a marca de 265 mil casos de coronavírus em junho, segundo previsão do governo, divulgada hoje, quarta-feira (03). O número é mais do que o dobro do atual: SP tem hoje 123.483 registros de Covid-19 e 8.276 mortos em decorrência da doença.
Os novos registros devem somar entre 190 mil e 265 mil até o fim do mês. Segundo o secretário de Saúde, José Henrique Germann, há 7.432 vítimas da Covid-19 internadas em enfermarias e 4.527 em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).
Apesar do crescente número de casos, explica o governo, a taxa de ocupação hospitalar teve uma leve queda e passou a 72,3% no estado e 84,7% na capital paulista. Ontem, São Paulo registrou um novo recorde de mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas. Foram 327 óbitos causados pelo novo coronavírus.
São Paulo está em quarentena até 15 de junho, porém no fim de maio o governo anunciou um plano de flexibilização das medidas de restrição para cada região, baseado em indicadoes como ocupação hospitalar e controle do aumento de casos.
Em abril, a epidemia cresceu 10 vezes no estado, saltando de 2.981 casos para mais de 30 mil. Em maio, começou a perder velocidade, segundo o governo. – Em nenhum momento o Plano São Paulo anunciou que a epidemia tinha ido embora. É uma retomada gradual com base nesses cenários – disse o vice-governador, Rodrigo Garcia, em coletiva de imprensa.
Hoje, em todo o estado há apenas quatro regiões na fase amarela, ou seja, quando pode haver uma discussão sobre flexibilização. São elas: Barretos, Presidente Prudente, Bauru e Araraquara/São Carlos. Apesar de estar na fase amarela, explicaram as autoridades, Barretos tem registrado uma curva crescente no número de casos e mortes.
A Grande São Paulo, a capital paulista e a Baixada Santista seguem com a classificação vermelha, ou seja, o nível mais crítico da doença. Ocupação de leito hospitalar acima de 80%, alta taxa de novos casos e mortes por dia e internações crescentes são alguns dos critérios que colaboram para a piora do cenário na região metropolitana. As outras dez regiões do estado estão classificadas como laranja, ou seja, na fase identificada como “controle”.
– Só a partir da fase amarela que inicia-se a discussão sobre flexibilização. As regiões laranja e vermelha tem presenças muito relevante na economia, mas é onde as práticas de isolamento ainda são necessárias – explica Patrícia ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico.
As duas últimas fases, verde e azul, chamadas de “abertura parcial” e “normal controlado” , respectivamente, preveêm menores restrições e liberação de atividades com protocolos a serem seguidos. Não há atualmente em São Paulo uma região classificada nessas condições, segundo mapa divulgado hoje pelo governo.
De acordo com o governador João Doria, municípios que não estiverem pelo menos alcançado a fase amarela e decidirem por conta própria flexibilizar a quarentena vão responder na Justiça. – Os municípios que não cumprirem as regras deverão responder ao Ministério Público. Nós temos regras e elas foram estabelecidas em conjunto. Os que desejarem romper os princípios, responderão na Justiça.
Água e energia
Como uma das medidas de enfrentamento à epidemia de coronavírus em São Paulo, o governo anunciou nesta quarta-feira a prorrogação do prazo do fornecimento de água, energia e gás a comunidades de baixa renda. De acordo com Doria, o serviço está garantido até 31 de julho a 2 milhões de pessoas no estado. O GLOBO
