O governo de São Paulo proibirá que manifestações antagônicas aconteçam no mesmo dia e local na cidade de São Paulo. O anúncio foi feito hoje, segunda-feira (1º/06) após atos realizados ontem, domingo (31), terem terminado em confusão e sido dispersados pela polícia com bombas de gás lacrimogênio.
– O governo não cerceará o direito à manifestação mas ninguém tem o direito de agrediri. Estou em acordo com a prefeitura de São Paulo para que não tenhamos mais duas manifestações no mesmo local, horário e dia – afirmou o governador João Doria.
Doria defendeu que manifestações entre grupos pró e contra o presidente Jair Bolsonaro ocorram em dias diferentes para evitar confrontos. Ele não comentou a ação da Polícia Militar ontem, domingo, nos atos na Avenida Paulista. Coube ao secretário da Segurança Pública, João Camilo, defender a operação policial.
_ O lado da segurança pública é o da ordem. A Polícia Militar evitou ontem conflitos indesejáveis – disse. Apesar de pregar a liberdade de manifestação, o governador afirmou que está do lado da democracia. – São Paulo é lugar da democracia. Aqui começaram os atos pela Diretas Já. Aqui se preserva a democracia. Não vamos permitir esse tipo de confronto.
Em suas mensagens diárias, Doria criticou a atitude de Bolsonaro e ter saído às ruas a cavalo. O presidente participou de protesto com críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Congresso e compartilhou um vídeo em uma rede social em que aparece passeando a cavalo e acenando a apoiadores.
O presidente não usava máscara, como determina o decreto assinado pelo governo. – Qual o sentido de desfilar a cavalo? Passeia a cavalo enquanto a pandemia galopa e a crise econômica segue sem rédeas – disse Doria. O GLOBO
