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Em um período em que as mortes ocasionadas pelo covid-19, continuam a ocorrer em número crescente, o prefeito de Bauru, Clodoaldo Gazzetta (PSDB) e o governador do Estado João Doria (mesmo partido) resolvem flexibilizar a quarentena, atendendo as pressões das entidades ligadas ao setor empresarial.
Seria este o momento correto?
Daqui quatorze, quinze dias veremos como vai estar a saúde da população e claro, se a pandemia aumentar em na cidade e no estado a culpa será creditada aos prefeito e ao governador, com as entidades buscando se eximir de culpa.
Em nossa modesta opinião, ouvindo e lendo os especialistas na área da saúde, este ainda não era o momento correto para a decantada flexibilização pois estamos caminhando celeremente para o epicentro da pandemia e recomendável seria estender o período da quarentena, como forma de se salvar vidas e evitar a sobrecarga na rede hospitalar, mesmo porque as ampliações prometidas pelo prefeito e governador para Bauru, ainda não foram viabilizadas.
Não podemos aceitar de forma pacifica a afirmativa dos defensores da reabertura de que dizem, com uma simplicidade surpreendente: tem que abrir, afinal, um dia todos irão morrer. Claro e evidente que tudo aquilo que nasce, morre.
De forma natural, acidental e até violenta, entretanto encaminhar o povo para encontrar a morte é outra história e a triste e até cruel realidade é isto que as entidades representativas do setor empresarial, agora com aval do prefeito e governador estão fazendo: encaminhando os trabalhadores e seus familiares para a morte.
Se sobrevivermos a esta pandemia, tenham a absoluta certeza de que cobraremos até o final de nossos dias a irresponsabilidade da defesa da economia e da sobrevivência dos estabelecimentos comerciais. Abertura agora é loucura e o tempo se encarregará de nos dará a resposta.
Não podemos em nome da economia, nos transformarmos em coveiros de uma população ordeira e trabalhadora. Vamos ver os números da pandemia em Bauru nos próximos quinze dias, esperando que estejamos errados e o prefeito não tenha errado este pênalti em momento decisivo do jogo pela sobrevivência.
Antonio Pedroso Junior, o Chinelo
