O governo nomeou ontem, segunda feira (18), um indicado do PL, partido do centrão, para a Diretoria de Ações Educacionais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
Trata-se de um órgão que gere um dos maiores orçamentos do Ministério da Educação (MEC), de R$ 54 bilhões, e sua atuação tem forte interface com os governos municipais e estaduais. O PP também encaminhou um nome para a presidência do órgão, ainda pendente.
O nomeado para a diretoria é o advogado Garigham Amarante Pinto, antes assessor da liderança do PL na Câmara dos Deputados, nome de confiança de Valdemar Costa Neto, ex-deputado condenado no esquema do mensalão e que ainda hoje mantém o controle da sigla, apesar de não ser formalmente o presidente da legenda.
Como indicado, ele fica responsável pelo Programa Nacional de Livros Didáticos (PNLD), que faz a aquisição das obras utilizadas por alunos de escolas públicas de todo o país, de ensino fundamental e médio, além da educação de jovens e adultos (EJA).
A atual presidente do FNDE é Karine Silva dos Santos, servidora concursada escolhida pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub. No ano passado, o PP chegou a indicar Rodrigo Sergio Dias para a presidência do órgão, mas ele ficou no posto apenas de agosto a dezembro.
As negociações da diretoria e da presidência do FNDE fazem parte de um pacote maior de cargos discutido entre o governo e os partidos do centrão, que inclui ainda o Banco do Nordeste e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).
Os pedidos estão sendo encaminhados por Republicanos, PP, PL e PSD na aproximação recente com o governo Bolsonaro, que busca construir uma maioria no Congresso para evitar eventuais processos de impeachment. Contudo, as siglas têm reclamado da demora nas nomeações, enviadas no mês passado.
O governo tem se justificado citando a análise de todas as indicações que é feita pela Associação Brasileira de Inteligência (Abin). O GLOBO
