A mulher que atingiu a jornalista Clarissa Oliveira, da TV BandNews, com uma bandeira, durante manifestação em apoio ao presidente Jair Bolsonaro no domingo, em Brasília, afirmou hoje, segunda-feira (18/5), que o episódio foi um “acidente”.
A manifestante, que se chama Angela Berger e é servidora pública, deu sua versão do incidente ao jornal Folha de S. Paulo. “A bandeirada na repórter foi um acidente. Eu estava olhando os paraquedistas e me descuidei… Acontece, né? Já levei tantas bandeiradas. Quebraram até meu óculos. Porém, entendo que foi um acidente”, disse Angela ao jornal paulista.
A repórter Clarissa Oliveira cobria a manifestação pró-Bolsonaro que ocorria na Esplanada quando foi atingida na cabeça pela servidora. “Uma das manifestantes, uma das apoiadoras do presidente Jair Bolsonaro, circulava com uma bandeira, criticando os profissionais de imprensa e se referindo aos jornalistas como ‘lixo’.
Em determinado momento, ela me acertou com a bandeira na cabeça. Logo em seguida, ela se desculpou, meio aos risos”, contou a jornalista, ainda no domingo (assista abaixo). Clarissa também disse que recebeu apoio de outros manifestantes e que continuou trabalhando normalmente após a agressão.
Mais um absurdo. Clarissa Oliveira, repórter da Band News, foi agredida por uma bolsonarista com o mastro de uma bandeira do Brasil.
495 pessoas estão falando sobre isso
Esta foi ao menos a segunda vez em que um jornalista foi agredido durante ato em apoio ao presidente. No começo do mês, o fotógrafo Dida Sampaio, de O Estado de S. Paulo, também sofreu agressões.
Ministro do STF se manifesta
Pelo Twitter, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, prestou solidariedade à jornalista agredida: “É absolutamente inadmissível, que uma repórter, exercendo sua profissão, seja covardemente agredida por manifestante radical, que jamais saberá o real significado do direito de livre manifestação e da imprensa livre, um dos sustentáculos da Democracia”. Correio Braziliense


