A falta prolongada de chuvas fez com que o DAE reduzisse em 10% a vazão da captação do Rio Batalha, passando dos atuais 540 litros de água por segundo para 490 litros. O objetivo é preservar o manancial, principalmente com a chegada do inverno, que traz como características o clima seco e a pouca quantidade de precipitação.
Conforme o JC noticiou, dados do Centro de Meteorologia de Bauru (IPMet) mostram que, nos meses de março e abril deste ano, choveu apenas 37 milímetros na cidade. No mesmo período de 2019, as precipitações somaram 355 milímetros e, em 2018, o volume foi de 273 milímetros.
“A ausência das chuvas regulares levou ao rebaixamento da Lagoa de Captação do Rio Batalha, que registra, no momento, 3,05 metros, sendo que seu nível considerado ideal é de 3,20 metros. Caso haja uma queda brusca do manancial, o DAE alerta que poderá ocorrer uma redução ainda maior do volume de água produzido pela ETA”, destaca a autarquia, em nota.
EFEITOS DA PANDEMIA
Além da estiagem prolongada, as medidas de prevenção ao coronavírus – como a permanência da população nas suas casas e a higienização mais frequente de mãos, corpo e roupas – refletem no aumento da necessidade do uso da água. Por isso, a autarquia conta com a colaboração de todos e reforça o uso consciente da água potável neste período, priorizando as atividades essenciais.
“Os investimentos dos últimos anos do DAE têm contribuído para ampliar a distribuição de água e reduzir a área de atuação da região abastecida pela ETA. Exemplo disso é a obra, em fase final, do novo poço da região do Santa Cândida, que irá ampliar o volume de água de bairros como Vila Dutra, Parque Val de Palmas, Leão 13 e do próprio Santa Cândida, hoje atendidos pelo sistema ETA/Batalha”, complementa a autarquia.
No ano passado, o DAE também entregou dois poços (Jardim América e Geisel), que auxiliaram diretamente na diminuição de demanda do Rio Batalha. JCNET
