A Grande São Paulo chegou hoje, sexta-feira (8) a 90% de ocupação de leitos nos hospitais. No estado, taxa de ocupação de leitos é 70%. Na quinta-feira (7), a ocupação era de 66,9% no estado e 89,6% na Grande SP.
Os dados foram informados durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes A falta de leitos preocupa. Para tentar retardar a disseminação da pandemia, o governador João Doria (PSDB) anunciou que a quarentena seguirá em todo o estado até o dia 31 de maio.
De acordo com o secretário de Saúde, José Henrique Germann, a taxa de ocupação de Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) no interior do estado é de 70% e enfermaria, 51,7%.
Na Grande São Paulo, a ocupação de UTI é de 89,6% e de enfermaria, 74%. O número de testagens está sem filas. No Hospital de Campanha no Ibirapuera temos internados 105 pacientes de um total de 240 leitos regulares e mais 28 outros leitos para estabilização.
“Nós estamos prorrogando o período de quarentena, mas eu gostaria de ressaltar que a prorrogação tem que estar acompanhada também de uma melhora da nossa taxa de isolamento, que tem que estar aproximadamente entre 55% e 60%, se não conseguirmos isso nós teremos problemas para o atendimento dos pacientes”, afirmou Germann.
De acordo com o diretor do Instituto Butantan e responsável pelos testes de coronavírus, Dimas Covas, a taxa de contágio subirá inevitavelmente se a mobilidade social cair. Daí a importância de manter o isolamento social.
“Nós podemos chegar entre 9 mil e 11 mil mortos. isso considerando 55% de afastamento social. Se isso for menor, obviamente que esses números serão piores.
Essa curva tem que ser analisada diariamente. (…) Nesse momento, o que não pode acontecer é que essa taxa de contágio suba, e essa taxa de contágio subirá inevitavelmente se a taxa de redução da mobilidade social cair.
Se isso fosse em torno de 30%, a curva teria uma inclinação íngreme e nós estaríamos diante de uma situação muito difícil de ser enfrentada”, afirmou Covas.
Hoje, sexta-feira (8), o estado de São Paulo atingiu 41.830 casos de coronavírus e 3.416 mortes. Os dados são, segundo Covas, “uma fotografia do passado”.
A demora de registrar os casos pelas unidades de saúde causa um atraso de duas a três semanas no panorama registrado. G1
