A Câmara de Agudos votará amanhã, sexta-feira (8), às 15h, em sessão extraordinária, o relatório final da Comissão Processante (CP) aberta contra o prefeito Altair Francisco Silva por supostas irregularidades envolvendo a construção de uma escola de tempo integral, na rua Sebastião Faustino Martins, na Vila Avato.
Denúncia feita ao Legislativo de suposto superfaturamento na obra deu origem a uma Comissão Especial de Inquérito (CEI). O relatório final, aprovado pela Câmara, resultou na abertura da Processante para cassar o mandato do chefe do Executivo.
O relator da CP, vereador Ederson Mainini, o Kukão, apresentou relatório defendendo que o caso seja levado ao Ministério Público (MP) para apuração. “Os fortes indícios de irregularidades, desde o começo dessa obra até o final, são fortes”, declara.
A presidente da Processante, Rosamaria Padial Pereira Ribas, fez um relatório à parte pedindo a cassação do prefeito. Como o membro da CP vereador Drikão apresentou atestado e não participou da reunião final, os dois relatórios seguem para votação.
Para que Altair tenha o mandato cassado, são necessários nove votos. Em nota, o prefeito declarou que essa representa mais uma tentativa do grupo de oposição de cassar seu mandato e que ele está sendo alvo de “uma perseguição meramente política”.
“Tanto que o objeto da comissão legislativa em questão é uma obra que teve início na gestão anterior e que, nesta gestão, apenas teve continuidade. Porém, nada do que foi feito antes da minha gestão foi averiguado pelos edis, que sequer consideram o grave momento vivido por todos, devido à pandemia, colocando a estabilidade do município em jogo apenas por seus próprios interesses”, diz. JCNET
