Terminou na madrugada, após quase nove horas, o depoimento de Sergio Moro na Superintendência da Polícia Federal no Paraná, em Curitiba. Houve apenas duas pausas, para todos os presentes na sala, Moro inclusive, irem ao banheiro, e para comer.
No depoimento, Moro entregou novas mensagens de WhatsApp trocadas entre ele e Bolsonaro, além das que ele havia apresentado ao Jornal Nacional. Por volta das 21h, um entregador de pizza chegou à superintendência, a pedido dos delegados, para todo o grupo — conforme mostra o registro em foto e vídeo do repórter Eduardo Matysiak. Foram pedidas inicialmente oito pizzas.
Meia hora depois, chegou um segundo motoqueiro com mais oito pizzas, no valor de R$ 261. Foram pedidas pelo delegado Maurício Moscardi Grillo.
Além de Moro e de seu advogado, Rodrigo Rios, estavam na sala três procuradores, um escrivão e a delegada Cristiane Corrêa, chefe do Serviço de Inquéritos Especiais (Sinq), que investiga pessoas com foro privilegiado, entre outros delegados.
Correa foi quem conduziu o inquérito. Os procuradores eram João Paulo Lordelo Guimarães Tavares, Antonio Morimoto e Hebert Reis Mesquita.
Motoqueiro levou pizza para o depoente, delegados e procuradores Foto: Eduardo Matysiak / Futura Press
Todos usaram máscaras durante o depoimento.
O inquérito foi autorizado por Celso de Mello e investiga se as acusações de Moro são verdadeiras. Caso Moro não as comprove, pode responder por denunciação caluniosa e crimes contra a honra, entre outros. Até madrugada, dezenas de manifestantes moristas e bolsonaristas se aglomeraram em frente à PF. ÉPOCA
