Como o decreto publicado ontem, quarta-feira (22) não trouxe a reabertura do comércio, a trégua de dois dias entre a prefeitura e o Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio) de Bauru ruiu e a queda de braço foi retomada. O sindicato mantém sua posição de que as lojas deveriam ser reabertas, mas destaca que a decisão é individual a cada lojista.
Walace Garroux Sampaio, presidente da entidade, fez duras críticas. “Acreditamos na boa intenção da Prefeitura e mantivemos um diálogo, que foi interrompido pelo Sincomércio nesta manhã (ontem). Talvez por ingenuidade da minha parte, por ter confiado que o propósito fosse sincero.
Mas não era”, diz, em nota, complementando que o rompimento no diálogo é porque o decreto atende “única e exclusiva vontade da prefeitura”. Desse modo, ele ainda convoca para carreata ao próximo domingo (26).
“Comunicamos que voltamos à nossa trincheira e que, a partir de agora, retornamos ao nosso posicionamento de defesa dos interesses das empresas do comércio. É impossível conversar com quem não está disposto a ouvir. Domingo, às 10h, na avenida Nações Unidas, com toda força, seremos ouvidos por toda Bauru!”, conclui.
‘NÃO VOU MAIS REBATER’
O prefeito Clodoaldo Gazzetta afirmou que não irá “mais rebater o Sincomércio. Temos mais coisas a nos preocuparmos do ponto de vista de saúde pública. A abertura dos estabelecimentos não essenciais neste momento é inegociável, mas atendemos 90% do que outras entidades nos pediram, como a Acib, Apas e CDL.
Foi delas a ideia de o estabelecimento poder fazer a venda por telefone ou online e entregar os produtos na porta [sem a entrada do cliente]. Agora, também é possível entrar, mas apenas para fazer o pagamento de carnês”.
Gazzetta afirma ainda que a reabertura gradual do comércio no Estado está prevista para 11 de maio e que a prefeitura deve indicar seu próprio plano de ação para a retomada da economia na cidade no próximo dia 30. JCNET
