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Teich diverge de Bolsonaro

by nevadaduartina abril 21, 2020 No Comments
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x87869331_brasilbrasiliapa16-04-2020covid19entrevista-coletiv.jpg.pagespeed.ic.z_cbiXOL0g O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Saúde, Nelson Teich, que tomou posse no último dia 17 Foto: Jorge William / Agência O Globo

Horas depois de o presidente Jair Bolsonaro voltar a pedir o fim do isolamento e dizer que espera que as restrições impostas por governadores e prefeitos acabem ainda nesta semana, os ministros da Saúde, Nelson Teich, e da Economia, Paulo Guedes, pregaram que o relaxamento das medidas de distanciamento social deverá ocorrer de forma “progressiva, estruturada e planejada” e “no devido tempo”.

As regras que impuseram a quarentena para quem pode ficar em casa foram um dos motivos de divergência entre o presidente e o ex-titular da Saúde Luiz Henrique Mandetta, que deixou o cargo na quinta-feira passada (16) após semanas de desgaste por conta da condução do combate ao novo coronavírus.

— A gente está atuando em três braços que são fundamentais. Um: entender melhor a doença, fazer o diagnóstico, entender a evolução. A segunda coisa: preparar a infraestrutura para o tratamento para que, nesse tempo em que a gente está afastado, vai ser usado para melhorar, preparar para o cuidado.

E o terceiro: com essa preparação, desenhar esse programa de saída progressiva, estruturada e planejada do distanciamento social — disse Teich em vídeo divulgado na noite de ontem, segunda-feira (20) pela assessoria de comunicação da pasta.

Pela manhã, o presidente havia dito:

— Eu espero que essa seja a última semana dessa quarentena, dessa maneira de combater o vírus, todo mundo em casa. A massa não aguenta ficar em casa, porque a geladeira está vazia — afirmou Bolsonaro, que colocou em dúvida a eficácia do isolamento: — Essas medidas em alguns estados foram excessivas.

Não atingiram seu objetivo. Aproximadamente 70% da população vai ser infectada, não adianta querer correr disso, é uma verdade. Estão com medo da verdade? Teich, que assumiu o cargo sexta-feira (dia 17), disse no vídeo divulgado pelo ministério que a previsão de compra de testes para o novo coronavírus subiu de 24 milhões para 46 milhões, mas não deu prazo para as entregas.

A testagem em massa é uma das formas de relaxar a quarentena em lugares onde o nível de contágio já tenha atingido um patamar considerado seguro. O ministro explicou que testar em massa não quer dizer que todos os brasileiros vão fazer o exame:

— A Coreia do Sul, que é uma referência em testes, fez 10 mil testes por milhão de pessoas. Não estamos falando em testar o país inteiro. A gente vai usar o teste de uma forma em que as pessoas testadas vão refletir a população brasileira.

Teich anunciou também a compra de 3,3 mil respiradores, usados no tratamento de pacientes graves, dos quais 1.150 vão ser entregues em maio e o restante em até 90 dias. Com isso, segundo o Ministério da Saúde, já foram assinados contratos para a aquisição de 14,1 mil aparelhos. Em 8 de abril, a pasta já havia prometido 14 mil respiradores em 90 dias.

Guedes: ‘sinais vitais’ preservados

Também ontem, segunda-feira, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que preservar o que chama de “sinais vitais” da economia não significa sair do isolamento social agora.

— A economia vem com mais força do que está se pensando porque ela já estava começando a se mover. E se nós preservamos os sinais vitais vamos sair. Preservar os sinais vitais da economia não significa sair do isolamento agora. Significa fazer a coisa programada, fazer direito, fazer no devido tempo — afirmou Guedes, em transmissão ao vivo de uma instituição financeira.

Para Guedes, é preciso cuidar da saúde e da economia:

— Esse é o ponto futuro (sair do isolamento). Está acontecendo na China, os governos lá fora estão começando a planejar a saída. Nós temos que pensar isso também. São duas dimensões. Tem que pensar as duas dimensões. Guedes chamou de “advertência” as críticas do presidente Jair Bolsonaro às medidas de isolamento social. E sugeriu que setores podem funcionar com proteção adequada aos trabalhadores. EXTRA

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Nivaldo José

Jornalista e Radialista com mais de 25 anos de experiência em veículos de comunicação/Rádios em Bauru. Tenho como objetivo oferecer um serviço de conteúdo com responsabilidade priorizando sempre a verdade dos fatos. A credibilidade adquirida nesse período também me compromete com as fontes de informação, o que garante a qualidade do meu trabalho.

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